Governo do Rio recebe equipamentos antidrones e ativa novo sistema para bloquear celulares em presídios
- out 19, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Tecnologia entregue pelo Ministério da Justiça reforça as polícias Civil e Militar; Decreto Federal garante neutralização administrativa de telefones móveis em unidades prisionais fluminenses.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta quinta-feira (15/10), quatro equipamentos antidrones de última geração fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Os dispositivos serão divididos igualmente entre as polícias Civil e Militar, com o objetivo de neutralizar o uso de tecnologias por facções do crime organizado, que vêm utilizando drones para monitorar operações policiais e transportar materiais ilícitos.
A solenidade oficial de entrega ocorreu na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O evento também serviu para apresentar novas estratégias e avanços tecnológicos direcionados ao combate de comunicações não autorizadas no sistema prisional fluminense.
Bloqueio individualizado de celulares em presídios
Durante o encontro, as autoridades destacaram a implementação do Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, instituído pelo Decreto Federal nº 13.136/2026, publicado em 13 de outubro. A regulamentação define procedimentos operacionais para o bloqueio administrativo e individualizado de aparelhos móveis detectados em uso irregular no interior dos presídios.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, ressaltou a precisão da metodologia para interromper a articulação de grupos criminosos sem prejudicar o funcionamento rotineiro das unidades:
— Estamos diante de uma nova metodologia muito eficaz de enfrentamento ao crime organizado. Quando bloqueamos especificamente os aparelhos utilizados por criminosos, conseguimos impedir que o serviço de telefonia seja usado para a prática de crimes, sem comprometer as comunicações legítimas — afirmou o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.
Pioneirismo e resultados do projeto-piloto no Rio
No estado, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seap) já vinha desenvolvendo um projeto-piloto de bloqueio em cooperação com o Ministério Público, o TJRJ e órgãos federais. Segundo a secretária de Estado de Polícia Penal, Alessandra Odawara, a estratégia permitiu desativar cerca de 700 aparelhos por via judicial antes mesmo da edição do decreto federal.
— O Rio de Janeiro já vinha realizando bloqueios por via judicial, em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Estado. Fomos o primeiro estado a acessar o sistema da Anatel, em um projeto-piloto que se mostrou muito eficaz. Hoje, com a parceria da Senappen e a publicação do decreto, iniciamos os bloqueios administrativos. É um marco histórico e um novo momento para o sistema prisional fluminense e para o Brasil — ressaltou Alessandra Odawara.
A titular da Seap explicou ainda que o projeto-piloto foi crucial para validar a tecnologia e garantir que os bloqueios sejam direcionados exclusivamente aos aparelhos ilegais, evitando interferências no sinal de moradores do entorno dos presídios ou em serviços autorizados.
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Operações intensificam apreensões e inteligência
Junto aos investimentos em tecnologia, a Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro vem ampliando as fiscalizações diárias com a Operação Illicitus. A ação permanente foca em barrar a entrada e circulação de itens proibidos nos estabelecimentos penais, contabilizando mais de 1.500 celulares apreendidos.
Outro avanço relevante ocorreu durante a Operação Modo Avião, deflagrada em conjunto por equipes federais e estaduais na noite de quarta-feira (14/10). A força-tarefa mapeou 143 dispositivos em uso irregular nas galerias dos presídios do Rio. Todos os aparelhos identificados foram imediatamente bloqueados junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).




