Uma fábrica de combustível adulterado - com cerca de 10 mil litros de gasolina “batizada" estocados em galões, para comercialização imediata – foi fechada quinta-feira (1) pela Secretaria Estadual do Ambiente, com o apoio de fiscais do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e de policiais do Batalhão Florestal da PM e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). A fábrica, localizada na Av. Mascarenhas de Morais s/nº, no bairro Figueira, em Duque de Caxias, recebia caminhões que eram, em geral, abastecidos na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) com combustível de boa qualidade. No terreno, havia grande quantidade de gasolina infiltrada no solo, contaminando o lençol freático. Na fábrica clandestina, o combustível era misturado com solventes e amônia para, em seguida, ser vendido em postos de combustíveis.
No local, foi detido um menor de 16 anos, testa de ferro do dono do estabelecimento, conhecido como “Seu Orlando". O menor disse que recebia R$ 10 mil por mês para administrar a fábrica. Nos fundos do terreno, havia outro terreno com tanques para armazenamento de 70 mil litros de água furtados da rede da Cedae. Segundo apuração policial, “Seu Orlando" é dono também de caminhões pipas.
- Isso aqui não é apenas um crime ambiental, mas um crime por furto de água e um crime contra o consumidor - afirmou o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que esteve no local. A operação foi promovida pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão da Secretaria do Ambiente. Cerca de 30 lacres falsos foram apreendidos no local. Dois fiscais da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) foram ao local para recolher amostras do combustível adulterado, para posterior análise. A DPMA abriu inquérito criminal e está à procura do responsável pela fábrica, que deverá ser processado por crimes como poluição ambiental, falta de licença ambiental e furto de água.


