Em fiscalização realizada dia 27 pela Coordenadoria de Combate aos Crimes Ambientais, da Secretaria de Estado do Ambiente (Cicca/SEA), a fábrica de materiais de construção Eternit, em Guadalupe, foi multada e teve cerca de 3000 toneladas de telhas com amianto apreendidas. O valor da multa pode chegar a R$ 1 milhão. Com o apoio de fiscais do Inea-Instituto Estadual do Ambiente e de policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e do Batalhão Florestal, a operação contou com a participação do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.
O amianto já foi proibido em 48 países, pois pode causar câncer, além de doenças pulmonares. Minc vistoriou a linha de produção da empresa e constatou que a Eternit não estava cumprindo o artigo 8° da lei 3579/01. A empresa de fibrocimento estava funcionando em desacordo com a lei estadual 3579/01, que determina que qualquer produto produzido à base de amianto deve ter anotações visíveis, em alto ou baixo relevo, relacionadas às suas características, incluindo a palavra "asbesto" e "amianto", bem como as expressões "evite criar poeira" e "risco de câncer e doença pulmonar se inalado".
O asbesto - uma fibra mineral conhecida como amianto - é um dos materiais básicos utilizados pela Eternit na produção de suas telhas. Ao ser inalado - tanto no processo produtivo quanto no manuseio do produto, ao se furar ou cerrar uma telha, por exemplo -, o amianto é extremamente perigoso à saúde.


