Uma equipe de fiscais do Procon iniciou nesta segunda-feira (13) a Operação Vidas Secas, em Bangu, na zona oeste, e em Marechal Hermes, na zona norte da capital fluminense. Os motivos sãos as dezenas de reclamações de moradores dos dois bairros, com a falta de água que, em alguns casos, dura vários meses. As reclamações serão utilizadas pelo Procon para instaurar um ato administrativo contra a Cedae, exigindo que a empresa restabeleça imediatamente o serviço de distribuição de água em Bangu. Caso isso não ocorra, será arbitrada uma multa diária até que o serviço seja normalizado. Para solucionar o problema, o vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão, dá início nesta terça-feira (14), às 10 horas, no Parque Leopoldina, em Bangu, às obras para aumentar a oferta de água no bairro.
Com investimento de cerca de R$ 90 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do governo do estado, as obras incluem a construção de linhas adutoras, substituição de redes e colocação em funcionamento do reservatório de Bangu, construído na década de 1960 e desativado nos anos 1980. De acordo com o presidente da Cedae, Wagner Victer, o reservatório, com capacidade para 17 milhões de litros, atenderá parte dos bairros de Realengo, Padre Miguel, Bangu e Senador Camará, "que hoje estão sujeitos à flutuação no abastecimento, por falta de um reservatório com capacidade de armazenar água, durante longas estiagens ou pelo consumo elevado no período do verão", explicou. (Agência Brasil)


