No seu primeiro dia de funcionamento nesta segunda-feira (9), o plano para melhorar a mobilidade urbana no centro e no bairro 25 de Agosto, em Duque de Caxias, não funcionou como o previsto pela secretaria municipal de Políticas de Segurança. As novas regras, anunciadas pela prefeitura, no último dia 15, proíbem a circulação de caminhões durante o dia em nove vias públicas e estabelece novos pontos de carga e descarga, entre o horário de 20h e 06h, bem como a proibição de estacionamento de veículos nas vias centrais da cidade. Pelas vias proibidas, caminhões foram flagrados durante todo o dia. Automóveis também estacionavam normalmente nas seis vias públicas onde há proibição. Os guardadores, não oficializados, trabalharam normalmente.
Na Avenida Plinio Casado, um guarda municipal andava de um ponto ao outro da calçada próximo ao mercado de carnes do local, advertindo motoristas que ali estacionavam. No quarteirão seguinte, em frente ao mercado de frutas e legumes, alguns motoristas desafiavam as autoridades e estacionavam para descer mercadorias. O trânsito naquele trecho apresentou retenções em vários momentos do dia.
No trecho da Avenida Nilo Peçanha, compreendido entre a Avenida Winston Churchill e a Rua Tenente José Dias, por exemplo, as irregularidades se repetiram causando transtornos aos pedestres e no fluxo de veículos. A faixa da esquerda continuou abrigando pequenos veículos e caminhões descarregando mercadorias até em pontos onde há placas de proibição, sob a complacência de guardas e agentes de trânsito. As calçadas, por sua vez, continuaram ocupadas por caixotes e tablados de ambulantes, dificultando a passagem de pedestres, obrigados a utilizar a pista de trânsito para seguir adiante.
Moradores ouvidos anteriormente pelo Capital, aprovaram a iniciativa. As queixas, porém, se repetem, como afirma a auxiliar de enfermagem Jane Vieira, que mora próximo à avenida. “Isso aqui parece que não tem jeito. É uma bagunça que atravessa os anos e as autoridades não resolvem nada, embora a gente veja os guardas sempre por aqui. É o velho jeitinho que continua funcionando", desabafou. Os ônibus que fazem ponto na Rua Manoel Vieira e adjacências também são alvo de reclamações por obstruírem o retorno de veículos nesses locais, provocando congestionamento até na própria Nilo Peçanha. “Os motoristas fazem o que querem e os guardas não estão nem aí. Não importa se seja criança ou idoso que estejam correndo o risco. O pedestre é que tem que se virar sozinho", reclama o metalúrgico Ari dos Santos. A aposentada Maria Alcenira, também moradora do bairro, diz que tem esperança da situação melhorar. “Não dá para andar por aqui tranquilamente. Todo cuidado é pouco. Se a situação não melhorar agora, não vai melhorar nunca", disse.
Segundo o Departamento de Trânsito da Prefeitura, as queixas podem ser feitas através dos telefones 3652-5093 e 3652-5576.
Os locais proibidos para caminhões e estacionamento de automóveis
Os locais onde não pode circular caminhões durante o dia são: Avenida Governador Leonel de Moura Brizola (antiga Presidente Kennedy), trecho entre a Rodoviária Dr. Plínio Casado e a Rua 11 de Junho; toda extensão da Avenida Dr. Plínio Casado e da Rua Genaro Lomba; Avenidas Duque de Caxias, Presidente Vargas e Brigadeiro Lima e Silva; Rua Dr. Manoel Teles, entre a Avenida Governador Leonel de Moura Brizola e a Rua Genaro Lomba; Avenida Nilo Peçanha, trecho entre a Rua Alziro Zarur e a Rua Sete de Setembro; José de Alvarenga, em frente ao mercado Prezunic; e Passos da Pátria, trecho entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Brigadeiro Lima e Silva. Os locais permitidos para carga e descarga são: Ruas Juparaná, Tabelião Silmar Silva, Xavier da Silveira, Pastor Belarmino Pedro Ramos, Bento Gonçalves, Almirante Barroso e Manoel Reis, paralela ao Viaduto Brigadeiro Eduardo Gomes.
Em seis vias, é expressamente proibido estacionar automóveis em ambos os lados da pista. São elas: Avenidas Duque de Caxias, Presidente Vargas, Governador Leonel Brizola, Brigadeiro Lima e Silva, Nilo Peçanha e Plinio Casado.


