A Unidade Pré-Hospitalar de Saracuruna, no 2º Distrito de Duque de Caxias, vem atingindo entre 26 e 27 mil atendimentos mensais, números estes que significam índice maior do que sua capacidade estimada. Segundo o diretor da unidade, Sérgio Alves, são em média cerca de 13 mil atendimentos no setor de emergência (24h) e 14 mil no ambulatório, que funciona das 7h às 17h. “A procura de fora é grande e a frequência é sempre maior, o que não ocorria no passado. Mas de um tempo para cá, com as melhorias implantadas e as reformas que promovemos aumentando inclusive o número de consultórios, tivemos um significativo aumento do atendimento ambulatorial", explicou o médico. “Dobramos o número de salas para o atendimento à população. Hoje dispomos de 23 consultórios para a saúde integral, nossa equipe de funcionários está em torno de 250 pessoas. Somente na emergência são 35 médicos", acrescentou o diretor, médico formado há 45 anos.
O Capital entrevistou o diretor, que percorreu as dependências da unidade com a equipe do jornal acompanhado da diretora administrativa Cristina Vilela Martins, do diretor de enfermagem Leon Samir e do coordenador de manutenção Célio Santos. Segundo o médico, a UPH Saracuruna mantém em funcionamento 15 programas do Ministério da Saúde, como cardiologia, diabetes, tuberculose, hanseníase, da criança e adolescente, da mulher, do homem e do idoso, entre outros, através dos quais, além do atendimento médico, são realizadas palestras por suas respectivas equipes.
Segundo o diretor, a unidade realiza atendimento de Fisioterapia e exames de eletrocardiograma, raio-X e de laboratório, tendo implantado o serviço de Ultrassonografia há cerca de dois anos. “Na emergência, os plantões contam com 3 clínicos e 2 pediatras, além de equipe de enfermagem", diz Sérgio Alves. A UPH possui ainda uma Sala Amarela (adulto) com 8 leitos e infantil com 3 leitos, uma Sala Vermelha com 3 leitos, sendo 1 de reanimação, e isolamento com 2 leitos, bem como uma para hidratação. Conta ainda com duas ambulâncias, sendo 1 do Samu e outra do município.
As especialidades disponíveis são Cardiologia, Clínica Médica, Pediatria, Endocrinologia, Ortopedia, Neurologia, Nutrição, Pneumologia, Psiquiatria, Ginecologia, Fonoaudiologia, Dermatologia, Cirurgia Geral, Fisioterapia, Odontologia, Urologia, Gastroenterologia e Geriatria, além de Psicologia, Serviço Social e Enfermagem.
- A emergência é porta aberta, a procura de pacientes de fora é muito grande e a gente não tem como controlar a chegada de pacientes. É diferente do atendimento ambulatorial. Mas na saúde é assim, onde tem atendimento bom, as pessoas vão, corre todo mundo para lá. E em Caxias é assim, você vai ao Moacyr do Carmo e vê que tem muitos atendimentos que não são do município. O que a gente detecta? Você está na avenida Brasil, o Hospital de Bonsucesso não atende emergência, você vai adiante, não tem nada em Ramos, nem em Olaria e você chega na Penha. Poderia ir para o Getúlio Vargas, mas é muito mais fácil seguir até o Moacyr do Carmo. É um Hospital de fácil acesso, foi construído no limite do município. Enfim, a gente tem o perfil de quem está atendendo, e onde está atendendo atrai as pessoas - observa Sérgio Alves.
Sobre a qualidade do atendimento, o diretor explicou que a UPH Saracuruna possui um Conselho Gestor com 12 membros titulares e suplentes, além de uma Ouvidoria. “Temos uma eficiência constante. Se você tem uma reclamação, basta dizer o dia, a hora e o fato, de forma que possamos identificar o funcionário que te tratou mal. Mas tem que ser por escrito. A Ouvidoria foi criada há dois anos. Criamos também um Núcleo Interno de Regulação, talvez sejamos a única unidade com esse serviço. O paciente chega e precisa de um exame ou uma internação. A gente faz o acolhimento, faz o pedido e o encaminha, colocando para o Sistema de Regulação, o SISREG, tanto ambulatorial como emergência. Com isso, descentralizados muito o trabalho da Central de Regulação do município. Se você precisa de uma cirurgia e eu não tenho como te atender com essa cirurgia, tenho como te regular, fazendo os exames e o diagnóstico e posteriormente sua regulação para lá. Assim, você já vai ficar pronto, aguardando apenas ser chamado para a cirurgia".
O médico Sérgio Alves frisou que o atendimento à criança é também orgulho na UPH que dirige. “Além do pediatra, uma criança que, por exemplo tenha problema de fala, temos o fonoaudiólogo. E assim ocorre com outras necessidades, temos psiquiatra, psicólogo e dentista. A criança é atendida de forma integral, seja no tratamento que necessita e também com relação a vacinação. Se for portadora de necessidades especiais, temos também como encaminhar. As crianças do Abrigo Betel, por exemplo, são trazidas para fazer exames de laboratório e tomar vacinas".
O diretor Sérgio Alves concluiu informando que está promovendo as medidas necessárias para a inauguração do atendimento oftalmológico e ainda a implantação do sistema de refrigeração do setor de espera da emergência para o mais breve possível. “O forte calor do último verão foi de muito sofrimento. Faremos o fechamento do setor com portas de vidro e instalaremos os aparelhos de ar condicionado necessários, além da instalação de televisores. O que for possível fazer para o conforto dos pacientes será feito, não tenha dúvida".


