O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou no último domingo (13) que manterá a promessa de construir um muro na fronteira com o México quando assumir a Casa Branca. Trump declarou ainda que deportará "imediatamente" entre 2 e 3 milhões de imigrantes clandestinos com antecedentes criminais. A declaração foi feita em uma entrevista à emissora CBS, mas o republicano admitiu que, em determinados trechos da fronteira, será feita apenas uma cerca. Ainda na disputa eleitoral, o magnata irritou mexicanos ao dizer que o país latino pagaria pelo muro.
Durante a campanha, o magnata havia prometido que uma de suas primeiras medidas na Presidência seria expulsar pessoas vivendo ilegalmente no país. "Aquilo que faremos é jogar fora do país ou prender as pessoas que são criminosas, têm antecedentes criminais, membros de gangues, traficantes de droga", disse. Depois da eleição, Trump deu uma entrevista ao jornal The Wall Street Journal, na qual reconhece que partes do sistema de saúde criado pelo presidente Barack Obama, o "Obamacare", podem ser mantidas, embora tivesse prometido enterrar o projeto assim que tomasse posse. (Agência Ansa)
Protestos continuam em cidades dos Estados Unidos
Pela quinta noite consecutiva, manifestantes voltaram a marchar domingo (13) pelas ruas das principais cidades norte-americanas em protesto contra as políticas de Donald Trump, o empresário que ganhou as eleições para a presidência dos Estados Unidos no último dia 8. A vitória de Trump ocorreu depois de uma campanha eleitoral em que ele prometeu expulsar imigrantes sem documentos e construir um muro na fronteira com o México.
Os manifestantes fizeram protestos no centro de Nova York, em Los Angeles e em San Francisco, no estado da Califórnia, e na Filadélfia, maior cidade do estado da Pensilvânia. Em Nova York, os manifestantes gritaram refrãos contra as políticas do novo presidente. Um dos cartazes, no meio da multidão, dizia: "O ódio não nos fará grandes". Na Filadélfia, os manifestantes gritaram palavras de ordem a favor da democracia e carregaram cartazes com os dizeres: "Donald Trump tem de ir".
Em Los Angeles, os manifestantes se reuniram nas proximidades da sede local da rede de televisão CNN e, em San Francisco, 8 mil pessoas marcharam pelo centro da cidade cantando "O amor supera o ódio". Em Oregon, a polícia informou que prendeu 71 pessoas no início do domingo durante os protestos contra Trump em Portland, a maior cidade do estado. Os manifestantes foram acusados de "má conduta" pela polícia. (Agência Brasil)


