O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, e o vice-presidente de Países do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Alexandre Meira da Rosa, fecharam convênio, no último dia 10, de linha de crédito condicional no valor de US$ 2,4 bilhões, com o objetivo de financiar a médio e longo prazos investimentos privados em projetos de infraestrutura e energia sustentável e projetos produtivos de pequenas e médias empresas.
De acordo com o BNDES, também foi assinado o primeiro contrato de empréstimo para o Programa de Financiamento para Energia Sustentável, no valor de US$ 900 milhões, sendo US$ 750 milhões provenientes do BID e US$ 150 milhões aportados como contrapartida do BNDES. “A maior parte dos recursos desse primeiro contrato de empréstimo será alocada em projetos de geração de energia eólica e tem potencial para financiar investimentos em capacidade instalada que superam os 600 MW", diz nota divulgada pelo BNDES.
Historicamente, o BID é o principal credor internacional do BNDES. Atualmente, há seis operações ativas com o BID, cujo saldo devedor, em junho deste ano, era de R$ 10,6 bilhões - valor que representa 55% do saldo total de captações externas realizadas pelo BNDES junto a organismos internacionais.
De acordo com o relatório “Emissions Gap" da ONU Meio Ambiente, lançado no último dia 31, o mundo precisa cortar de 11 a 13,5 GtCO2e (emissões de dióxido de carbono equivalente) até 2030 para estar no caminho de menor custo para atingir a meta de Paris de limitar a elevação da temperatura global a 2 graus Centígrados neste século. Projetos de energia renovável em parceria e projetos e políticas de eficiência energética são vitais para a descarbonização global, ao fornecer recursos-chave e criar ambientes propícios em regiões críticas.


