Uma emenda prevê dividir o sacrifício imposto pelo governo Federal com a Medida Provisória 805/2017 aos servidores públicos, também com os deputados, senadores, Presidente da República, ministros de Estado, Procuradora-Geral da República e ministros do Supremo. "Se o sacrifício vale para uns, tem de valer para todos", justificou a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, que protocolou no Senado Federal uma emenda à MP que posterga ou cancela reajustes salariais dos servidores públicos da União.
"Se a justificativa de tal medida é a crise, ela não é seletiva e atinge a todos. O alto escalão dos três poderes precisa dar o exemplo", disse Gleisi. A emenda da senadora recebeu o nº 107. "Já é injusto sacrificar os servidores públicos. É ainda mais injusto isentar desse sacrifício os detentores dos mais altos cargos da República", completou a senadora.
Gleisi ainda defende que a partir de 1º de janeiro de 2019, os valores dos subsídios pagos aos membros do alto escalão voltem ao teto salarial praticado anteriormente, ou seja, antes do atual teto constitucional para os três Poderes. Com isso, dos atuais R$ 33,7 mil, esse teto cairá para R$ 29.462,25. Os servidores públicos são penalizados com o aumento na alíquota de contribuição para a Previdência Social. Por isso, a senadora propôs outra emenda à MP 805, de número 48, para impedir que os efeitos do aumento da alíquota da contribuição previdenciária alcancem aposentados e pensionistas.
Gleisi é autora do projeto de proibição da posse de suplentes no período de recesso parlamentar; da extinção do caráter vitalício do plano de saúde dos senadores, titulares e suplentes; do corte de salários extra-teto; do fim do efeito cascata nas remunerações de todo servidor público dos três poderes e do projeto da extinção dos imóveis funcionais dos deputados federais e senadores.


