Ao comentar sua participação na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidenta Dilma Rousseff disse segunda-feira (19) que vai falar sobre temas importantes como a transparência nas ações do governo, o combate a doenças crônicas no país e a crise econômica mundial. “Tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU", ressaltou em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta. “O Brasil tem muito a mostrar em cada um desses temas", completou.
Dilma comentou também o anúncio de ampliação da meta do governo de creches e pré-escolas a serem entregues em todo o país até 2014 - de 6 mil para 6,4 mil. “Essas unidades escolares estão sendo chamadas de supercreches, porque elas reúnem a creche e a pré-escola em prédios muito bem construídos, capazes de oferecer uma educação de muita qualidade às nossas crianças", explicou.
A presidenta falou ainda sobre a construção de 6,6 mil quadras esportivas escolares e a cobertura de 5 mil unidades até 2014. Segundo Dilma, mais de 8 milhões de alunos do ensino fundamental e do ensino médio serão beneficiados pelas medidas. “O esporte é um estímulo para que as crianças permaneçam na escola por mais tempo. É, muitas vezes, uma maneira de tirar a criança da rua, sobretudo, nas regiões mais carentes", concluiu.
Dilma chegou aos Estados Unidos para o evento na manhã de domingo (18) e o discurso de abertura será feito nesta quarta-feira (21). "Eu tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU. Vou falar em nome do Brasil para chefes de Estado de 193 países". O Brasil tradicionalmente inaugura a assembleia por ter sido o primeiro país a aderir ao organismo internacional, em 1945. A agenda da presidenta nos Estados Unidos inclui também uma série de reuniões sobre segurança nuclear, participação das mulheres na política e aquecimento global. Estão previstas ainda reuniões bilaterais com o presidente dos EUA, Barack Obama, da França, Nicolas Sarkozy, do México, Felipe Calderón, e com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.


