Vereadores de Caxias voltam a questionar a cooperativa que presta serviços a duas secretarias
- mai 29, 2022
Trabalhadores da Educação e da Assistência Social estariam sofrendo com a falta de pagamentos e também com retaliações
Os vereadores de Duque de Caxias reiteraram, na sessão plenária de 26/05, uma série de questionamentos sobre a Cootrab, cooperativa que presta serviços para as Secretarias Municipais de Educação e de Assistência Social.
O vereador do PDT, Marcos Tavares, falou de informações de que trabalhadores estariam sofrendo perseguições e, até mesmo, sendo desligadas da cooperativa por motivos políticos.
“Recebi inúmeras ligações de pessoas que estão ameaçadas, sofrendo assédio. Já não basta a precarização que estes trabalhadores humildes têm? Quero acredita que quem comanda aquela pasta não pode estar compactuando com isso. Isto é muito pequeno e muito mesquinho", desabafou ele, apontando para a pressão política que os trabalhadores vêm sofrendo.
Para o vereador Alex Freitas (SD) que, desde 2021, vem alertando sobre possíveis irregularidades na cooperativa, a suspeita da existência de coerção é inadmissível.
“Quero falar a todos os funcionários da Cootrab que os dias dessa cooperativa aqui, em Duque de Caxias, estão contados. Já tem um parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro para poder tirar esta cooperativa da cidade. Tem funcionários sendo demitidos por questões políticas".
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Marcos Tavares reiterou pedido para que os trabalhadores lesados possam prestar esclarecimentos para que a Câmara de Duque de Caxias entre com uma representação no Ministério do Trabalho contra a Cootrab.
O vereador Vitinho Grandão (SD) reiterou o convite. “Não podemos aceitar perseguição em pleno 2022, ainda mais por tratar de ano eleitoral. Se os fatos forem verídicos, todos os 29 vereadores desta Casa têm que ir ao Ministério Público denunciar que têm líderes políticos nas duas secretarias perseguindo funcionários".
Repudiando as atitudes da cooperativa contra os trabalhadores das Secretarias Municipais de Educação e de Assistência Social, o vereador Catiti (Avante) também se manifestou. “Tem que acabar este tipo de contratação. As pessoas estão dentro daquelas unidades, mas não têm vínculos. Se acontecer alguma coisa com ela; ela não tem a quem recorrer".
O vereador Nivan Almeida (PT) comentou sobre a Lei nº 5.764/1971 que define a Política Nacional de Cooperativismo, chamando a atenção para o objetivo de uma cooperativa. “Tirar do individual e trabalhar de forma coletiva para que os ganhos daqueles que trabalham sejam maiores". Nivan diz não ser contrário às cooperativas, mas sim com o que está sendo feito com os trabalhadores da Educação e da Assistência que “não está cumprindo o seu dever de casa".
“Atrasam pagamentos, não têm respeito nenhum com seus cooperados. Eles perderam a liberdade de expressão, porque quando escuto nesta tribuna, que um, dois, três cooperados e tantos outros são, muitas vezes, demitidos por uma foto nas redes sociais", destacou Nivan Almeida, rejeitando qualquer tipo de censura ou perseguição.
Outro fato citado pelos vereadores foi a suspeita de que, nas duas secretarias, há um encaminhamento político, onde pessoas que exercem mandatos têm acesso a elas, contribuindo para o efetivo exercício dos cooperados nas pastas da Educação e da Assistência Social.
O vereador Nivan ainda citou que tem observado que algumas cooperativas não estão tendo os recursos destinados em tempo normal porque o repasse do Estado não está acontecendo. “Aí eu pergunto o porquê disso se o Governo do Estado tem um estreitamento muito forte com a cidade de Duque de Caxias? Ou existe algo mais? Ou esses recursos do Estado também trabalham de forma política?".
Os parlamentares também trataram de saúde, obras e educação.
Ordem do Dia
Na sessão plenária de 26/05, os vereadores de Duque de Caxias ainda aprovaram, à unanimidade e em primeira discussão e votação, a Mensagem nº 20/2022, do Executivo, com o Projeto de Lei nº 08/2022, dispondo sobre as diretrizes para elaboração da Lei Orçamentária Anual para o exercício financeiro de 2023. No mês de junho, a matéria voltará para ser discutida e votada em segundo turno.



