Os jornalistas que, no sábado (12), foram pela primeira vez autorizados a entrar na Central Nuclear de Fukushima assistiram a um "cenário devastador", com caminhões virados, lixo amontoado e prédios por ruir, segundo reporta a agência de notícias Associeted Press (AP). Alguns representantes dos meios de comunicação internacionais e japoneses, na visita que tinha como objetivo mostrar a estabilização da central desde o terremoto seguido por tsunami em 11 de março, tiveram de usar equipamento de proteção em todo o corpo e submeter-se a um teste de radiação no final da visita.
De acordo com o relato, os caminhões virados pela força do tsunami continuam nas ruas da usina, há pilhas de lixo amontoado e largas piscinas de água ainda cobrem boa parte do complexo nuclear. Mas os responsáveis garantem que a situação na central nuclear, que sofreu várias explosões na sequência do desastre natural, tinha melhorado o suficiente para permitir a visita dos jornalistas.
O governo japonês e a equipe que gere a planta, a Empresa de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco), dizem que os vazamentos de radiação são bastante menos perigosos agora que nos dias que se seguiram ao acidente, e sublinham que o trabalho está em andamento para permitir um "desligamento frio", ou seja, no momento em que as temperaturas dos reatores ficam suficientemente baixas e controladas.


