Custo da cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras pelo segundo mês consecutivo
- mai 12, 2026
Pesquisa do Dieese aponta que leite e feijão impulsionaram a alta em abril; São Paulo lidera como a cidade com o conjunto de alimentos mais caro do país
O bolso dos brasileiros sentiu o peso da inflação dos alimentos em abril. Pelo segundo mês seguido, o custo médio da cesta básica registrou aumento em todas as capitais do Brasil e no Distrito Federal. Segundo os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Conab, as altas acumuladas no ano já chegam a quase 15% em algumas regiões.
As maiores elevações mensais foram identificadas na região Norte e Nordeste. Porto Velho liderou o ranking de aumento em abril, com variação de 5,60%, seguida de perto por Fortaleza (5,46%) e Cuiabá (4,97%). Outras capitais como Boa Vista, Rio Branco e Teresina também registraram índices superiores a 4%.
Vilões do mês: Leite, feijão e tomate
O principal responsável pela pressão nos preços foi o leite integral, que ficou mais caro em todas as capitais analisadas. O destaque negativo foi Teresina, onde a alta chegou a 15,70%. O Dieese justifica que o fenômeno é reflexo da entressafra, que reduz a oferta no campo e encarece os derivados lácteos.
O feijão também não deu trégua, subindo em 26 capitais — a única exceção foi Vitória, onde o preço permaneceu estável. Já o tomate, outro item essencial, teve alta em 25 cidades, com destaque para Fortaleza, onde saltou 25%. Curiosamente, apenas Rio de Janeiro e Belo Horizonte registraram queda no valor do fruto. Além destes, o pão francês, o café em pó e a carne bovina de primeira apresentaram elevação em 22 das 27 capitais.
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São Paulo tem o maior custo; Aracaju o menor
No ranking dos valores nominais, São Paulo segue ostentando a cesta básica mais cara do país, custando em média R$ 906,14. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 880,06) e o Rio de Janeiro (R$ 879,03). No extremo oposto, as cestas mais baratas foram encontradas em Aracaju (R$ 619,32) e São Luís (R$ 639,24).
Salário mínimo ideal
Diante do cenário de alta, o Dieese calculou o valor necessário para suprir as necessidades básicas de uma família (alimentação, moradia, saúde, educação, entre outros), conforme prevê a Constituição. Com base no valor da cesta de São Paulo, o salário mínimo ideal para abril deveria ter sido de R$ 7.612,49 — o equivalente a 4,70 vezes o mínimo atual de R$ 1.621. (com informações da Agência Brasil)
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