O papel da citometria de fluxo de alta sensibilidade e técnicas moleculares na classificação de neoplasias hematológicas
As leucemias e outras neoplasias hematológicas são doenças que afetam a produção e o desenvolvimento das células sanguíneas. O diagnóstico dessas condições evoluiu significativamente nas últimas décadas, incorporando tecnologias que permitem maior precisão na identificação e classificação dos diferentes subtipos da doença.
Embora exames tradicionais, como hemograma, análise morfológica do sangue periférico e da medula óssea, continuem fundamentais, muitas
vezes são insuficientes para caracterizar completamente a neoplasia. Nesse contexto, a citometria de fluxo de alta sensibilidade e as técnicas moleculares tornaram-se ferramentas indispensáveis na hematologia moderna.
A citometria de fluxo permite analisar milhares de células em poucos segundos, identificando proteínas específicas presentes em sua superfície. Essa avaliação imunofenotípica auxilia na determinação da linhagem celular acometida e na classificação das leucemias, além de possibilitar a detecção da Doença Residual Mensurável (DRM), importante indicador da resposta ao tratamento e do risco de recaída.
Já as técnicas moleculares, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e o Sequenciamento de Nova Geração (NGS), permitem identificar alterações genéticas associadas às neoplasias hematológicas. Essas
informações contribuem não apenas para o diagnóstico, mas também para a definição do prognóstico e da estratégia terapêutica mais adequada para cada paciente.
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As classificações atuais das neoplasias hematológicas passaram a integrar dados clínicos, morfológicos, imunofenotípicos e moleculares, tornando o diagnóstico mais preciso e favorecendo a medicina personalizada. Dessa forma, o tratamento deixa de ser baseado apenas no tipo da doença e passa a considerar características biológicas específicas de cada caso.
Nesse cenário, o laboratório clínico exerce papel fundamental na assistência ao paciente. Os avanços em citometria de fluxo e biologia molecular demonstram como a inovação tecnológica vem transformando a hematologia, permitindo diagnósticos cada vez mais precoces, monitoramento mais eficiente e
melhores perspectivas de tratamento para pacientes com leucemias e outras neoplasias hematológicas.
Dra. Ana Clara Cunha
CRBM 10956
anaclarancunha@gmail.com



