Operação fecha fábrica clandestina de óleo lubrificante que movimentava R$ 1 milhão por mês
- jul 23, 2026
Esquema em Duque de Caxias reprocessava óleo usado para vender como novo e falsificava grandes marcas automotivas; sete pessoas foram presas
Uma ação conjunta desarticulou uma fábrica clandestina voltada para a falsificação de óleos lubrificantes e graxas no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A operação foi realizada por equipes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), por meio da Operação Foco, em parceria com a Delegacia Fazendária da Polícia Civil (Delfaz) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A investida resultou no fechamento do local e na prisão de sete pessoas, que foram conduzidas para a sede da Delfaz, na Cidade da Polícia. De acordo com anotações apreendidas pelos agentes, a estrutura criminosa chegava a movimentar mais de R$ 1 milhão por mês.
O galpão clandestino possuía alta capacidade operacional, abrigando quatro tanques com capacidade de armazenamento para até 120 mil litros, funcionando sem qualquer licença ambiental. Foto: Divulgação/GOVRJ |
Capacidade industrial e risco ao consumidor
O galpão clandestino possuía alta capacidade operacional, abrigando quatro tanques com capacidade de armazenamento para até 120 mil litros, funcionando sem qualquer licença ambiental.
Durante a vistoria, os fiscais e policiais encontraram indícios de um processo de clarificação de óleo lubrificante usado ou contaminado. O procedimento químico devolvia ao produto escuro a aparência de um lubrificante novo, permitindo sua reinserção no mercado sem nenhum controle de qualidade ou autorização regulatória, o que gera sérios riscos de danos aos motores dos veículos dos consumidores.
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Marcas renomadas eram falsificadas
Além da maquiagem do produto, o local abrigava uma grande quantidade de tambores, galões e embalagens vazias sem a devida documentação fiscal. O esquema contava com:
- Rótulos falsificados de marcas renomadas do mercado automotivo;
- Produtos com marca própria vinculada a um CNPJ inexistente;
- Ausência total de notas fiscais para comprovação de origem.
A Polícia Civil abriu inquérito e investiga a procedência do material apreendido, que ficou sob a guarda de um agente regulado pela ANP.
Atuação integrada
A Operação Foco é coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e atua na articulação entre órgãos de fiscalização e segurança pública para combater a fraude, a sonegação fiscal e o comércio irregular no Estado do Rio de Janeiro.
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