Copom reduz taxa Selic para 14,25% ao ano e confirma terceiro corte consecutivo
- jun 17, 2026
Banco Central desacelera o ritmo e promove redução de 0,25 ponto percentual nos juros básicos da economia para estimular a atividade econômica
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu, nesta quarta-feira (17/06), a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, a Taxa Selic passa de 14,50% para 14,25% ao ano. Esta é a terceira redução consecutiva promovida pelo colegiado.
O Banco Central utiliza a Selic como o principal instrumento para balizar o ritmo da atividade econômica nacional e, consequentemente, manter a inflação sob controle. De junho de 2025 a março deste ano, a taxa permaneceu congelada em 15% ao ano, atingindo o maior patamar registrado em quase duas décadas.
O movimento de flexibilização monetária e corte dos juros teve início em março de 2026, amparado em um cenário de arrefecimento da inflação. No entanto, o ritmo de queda encontra obstáculos no cenário internacional: os conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que impactam diretamente os preços globais de combustíveis e alimentos, têm dificultado reduções mais agressivas por parte do BC.
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Como o movimento da Selic afeta o seu bolso
A oscilação da taxa básica de juros dita as regras do mercado de crédito e do consumo no país:
- Juros altos (cenário anterior): Quando a Selic sobe ou se mantém elevada por períodos longos, o crédito encarece significativamente. Fica mais custoso realizar compras parceladas, utilizar o cartão de crédito ou contrair financiamentos imobiliários e automotivos, o que desacelera o consumo das famílias.
- Juros em queda (cenário atual): A redução gradual serve como um estímulo para a economia. Ela barateia o custo do dinheiro, incentiva novos investimentos produtivos e sinaliza um cenário de menor risco de descontrole inflacionário nos preços ao consumidor.
Na última reunião do colegiado, realizada em abril, o comitê já havia justificado a adoção de um ritmo mais cauteloso para o corte de juros. Os diretores do Banco Central apontaram as incertezas externas e as projeções de inflação persistentemente elevadas por um período mais prolongado como os motivos para a postura conservadora mantida nesta quarta-feira.



