Arrecadação federal cresce 8,97% em julho e atinge recorde histórico de R$ 289 bilhões
- ago 26, 2026
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Resultado impulsionado pelo desempenho da economia e por ajustes tributários eleva o total acumulado no ano para R$ 1,876 trilhão, segundo dados oficiais da Receita Federal
Beneficiada pelo crescimento da atividade econômica e por aumentos recentes de tributos, a arrecadação federal alcançou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026. Segundo os dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (25), o resultado representa uma alta real de 8,97% — descontada a inflação — em relação ao mesmo mês de 2025, estabelecendo um novo recorde histórico para o período.
Com o desempenho de julho, o governo federal acumula uma arrecadação de R$ 1,876 trilhão nos sete primeiros meses do ano. No acumulado do período, o crescimento real é de 6,98% frente aos patamares registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
Principais fatores de alta no Fisco
De acordo com o órgão fiscalizador, o avanço expressivo da arrecadação foi sustentado por diferentes frentes tributárias e econômicas:
Previdência Social - Aumento expressivo na arrecadação das contribuições voltadas à Seguridade Social.
PIS e Cofins - Crescimento direto nas receitas com o Programa de Integração Social e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, refletindo a expansão das vendas e do consumo.
Rendimentos de capital - Alta na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre aplicações e rendimentos.
Tributação corporativa - Avanço relevante nos pagamentos referentes ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
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Sequência de recordes e cenário de contas públicas
A arrecadação federal tem acumulado sucessivos recordes mensais desde o ano passado. No decorrer de 2025, o governo federal implementou medidas de elevação na tributação sobre diferentes operações com o objetivo central de reforçar as receitas e buscar o equilíbrio das contas públicas.
Entre as principais alterações adotadas estiveram mudanças nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de novas diretrizes para a tributação de apostas esportivas (bets) e fintechs, cujos marcos normativos foram posteriormente referendados pelo Congresso Nacional.
A publicação dos dados desta terça-feira ocorreu após um breve ajuste logístico informado pela Receita Federal pela manhã, com a liberação oficial dos números pelo Fisco consolidando o cenário de acompanhamento fiscal ao longo de 2026. (com informações da Agência Brasil)



