Lula embarca para Nova York e defende multilateralismo na Assembleia Geral da ONU
- set 21, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Presidente brasileiro discursa na terça-feira (22), com foco na reforma do Conselho de Segurança, negociação de conflitos globais e encontros bilaterais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, marcado para a terça-feira (22) de manhã, o chefe do Executivo deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário global marcado pela multiplicação de conflitos internacionais.
Lula também deverá defender a negociação como caminho indispensável para a solução de disputas, o respeito rigoroso ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O pronunciamento apresentará a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea.
Reforma do Conselho de Segurança e encontros bilaterais
A reforma das Nações Unidas, com ênfase especial no seu Conselho de Segurança, estará entre os principais pontos abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão, criticando recorrentemente a sua dificuldade atual de responder com eficácia aos conflitos internacionais.
Além do discurso principal, a agenda presidencial prevê a realização de encontros bilaterais com outros chefes de Estado e uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano. A chegada à metrópole norte-americana ocorre ainda na noite de domingo, com agendas reservadas para a segunda-feira (21) e o retorno ao Brasil programado logo após os compromissos de terça-feira.
Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu no ano de 2010.
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Expectativa em relação aos Estados Unidos e agendas ministeriais
O Palácio Itamaraty informou que não há expectativa oficial confirmada por nenhuma das partes sobre um encontro bilateral entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. O líder norte-americano discursa logo após Lula na tribuna, abrindo a possibilidade de um cruzamento nos bastidores do plenário — cenário semelhante ao ocorrido no ano passado, quando os dois líderes tiveram um breve contato avaliado por Trump como detentor de uma "química excelente".
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana para participar de reuniões ministeriais de blocos e fóruns como Brics, IBAS, G77, G4, L69, CPLP, Celac e o Consenso de Brasília. O chanceler brasileiro também presidirá o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza em 23 de setembro, e a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas) no dia 24.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participará das agendas de segurança alimentar e proteção social entre os dias 21 e 23. A comitiva brasileira conta ainda com os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial), que integrarão atividades específicas de suas pastas. (com informações da Agência Brasil)
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