Chongqing: conheça a metrópole chinesa que lidera a transformação econômica
- set 21, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Com 32 milhões de habitantes, a cidade asiática avança como polo industrial de veículos elétricos e hub logístico estratégico da Nova Rota da Seda.
A transformação da China nas últimas cinco décadas, de país pobre e rural para potência industrial e tecnológica, pode ser observada de perto no município de Chongqing. Com 32 milhões de habitantes, a metrópole une a arquitetura histórica chinesa a arranha-céus modernos, enormes complexos de viadutos e uma curiosa estação de metrô que passa por dentro de edifícios.
Ainda pouco conhecida no Brasil, a maior cidade do principal parceiro comercial brasileiro é definida por Pequim como um ponto nevrálgico para a economia nacional. Situada no interior do sudoeste da China e cortada pelo rio Yangtzé — o maior da Ásia —, a região possui 82,4 mil quilômetros quadrados (km²), o que representa quase o dobro do estado do Rio de Janeiro.
Polo industrial e veicular
O município abriga 39 das 41 grandes indústrias da China e todas as 31 principais categorias de manufatura do país. A forte presença de estações de recarga e o silêncio dos motores nas ruas comprovam o destaque da cidade na produção de veículos elétricos, além de sediar empresas de equipamentos militares, tecnologia nuclear, indústria naval e aeroespacial.
Durante o Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, o secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, Yuan Jiajun, destacou que a cidade busca colocar em prática o conceito de civilização ecológica. “A prática dinâmica da construção de uma nova Chongqing moderna comprova plenamente a poderosa força da verdade e a grande capacidade prática do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era”, disse.
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Hub logístico da Nova Rota da Seda
A metrópole também se consolida como um dos principais centros logísticos da Nova Rota da Seda. A partir de suas fábricas, os produtos chineses chegam à Europa, à Ásia Central e à Rússia por meio de malhas ferroviárias de alta velocidade, rodovias expressas e navegação fluvial pelo rio Yangtzé até o porto de Xangai.
O professor brasileiro André Pereira Reinnert Tokarski, que esteve recentemente na região, aponta que a relação da cidade com o meio ambiente passou por uma grande reviravolta. “A cidade vivia brigando com o rio [Yangtzé], lutando para sobreviver às ameaças que o rio eventualmente representava, de grandes enchentes e deslizamentos de terra. Até que buscou se reconciliar para olhar para a natureza não como uma inimiga, mas sim a se adaptar”, afirmou à Agência Brasil. (com informações da Agência Brasil)




