O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) anunciou cálculo mostrando o salário mínimo deveria ser de R$ 2.398,82, em janeiro, para que o trabalhador pudesse suprir suas necessidade básicas, como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Ele usou o valor da cesta básica apurado em São Paulo.
Segundo os técnicos do Dieese, os preços dos itens essenciais tiveram alta generalizada em janeiro por causa das chuvas intensas, especialmente no Sudeste. A destruição de estradas e pontes pelas enchentes dificultou o escoamento de produtos. A região Sul passa por período de seca, o que provocou quebra na produção de grãos. Em janeiro, o feijão ficou mais caro em 15 capitais, com destaque para Goiânia (27,49%). Em 14 localidades, houve aumento no preço do tomate. No Rio de Janeiro, o produto subiu 24,23%. O café subiu em 13 cidades pesquisadas pelo Dieese e o arroz teve reajuste em onze. Dez capitais registraram aumento no preço do pão. No Rio de Janeiro, o reajuste foi de 2,51%. A batata ficou mais cara em oito cidades, especialmente no Rio de Janeiro: 17,05%. O preço da carne teve reajuste em nove cidades e o açúcar ficou mais barato em 13 localidades.


