A passagem das barcas poderia ser menor do que R$ 4,50, valor que começou a ser cobrado sábado (3), o que significou um aumento de 60,7%. É o que aponta relatório da Universidade Federal de Santa Catarina, feito a pedido da Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio (Agetransp), sobre a revisão de tarifa da Barcas S.A.. O estudo sugere o valor de R$ 3,18. O aumento vem provocando protestos de usuários e entidades.
Coordenador técnico do estudo, entregue à Agetransp em junho, o engenheiro civil e professor Rodolfo Nicolazzi Philippi diz que a definição de tarifas é decisão eminentemente política. “A parte técnica se incumbe dos levantamentos de informações e determinação dos custos operacionais", explicou. O secretário de Transportes do Estado, Júlio Lopes argumenta que, se a tarifa não fosse alterada para R$ 4,50, a concessionária pode acumular prejuízo de R$ 350 milhões, somente entre os anos de 1998 e 2008. O estudo da universidade federal, no entanto, revela que, comparando-se valores consolidados em 31 de dezembro de 2002 e 2007, a empresa Barcas S.A. quase triplicou de tamanho no período.
O Grupo JCA, do qual faz parte a Auto Viação 1001, é o principal acionista da Barcas S.A. A 1001 mantém na sua frota quatro linhas que fazem, por terra, o trajeto das barcas: de Niterói ao Rio. Esses ônibus saem de Charitas e seguem para Gávea, Humaitá, Aeroporto Internacioal Galeão e Ipanema.


