“O PT estadual, na semana passada, realizou reunião com os 35 pré-candidatos já definidos através do processo eleitoral interno, e eu sou um deles. O Partido divulgou em seu site uma foto minha com todos esses pré-candidatos. E nesse site o presidente regional Jorge Florêncio faz um resumo do que aconteceu na reunião. Dos 35 pré-candidatos, ele citou apenas seis e nesses seis eu estou. Para os diretórios municipal e estadual na há dúvidas da candidatura própria e do nome de Dalva Lazaroni", afirmou a pré-candidata.
Dalva acrescentou que desde outubro do ano passado o Partido está em processo de escolha do candidato. “Em 23 de outubro, tivemos a eleição do diretório. A candidatura própria teve 30 votos e a aliança com o PSB teve 13. Essa foi a grande disputa, ali praticamente se definiu por candidatura própria. Depois tivemos alguns debates internos e, por fim, nós cumprimos um regulamento estabelecido pela direção nacional, regulamento que trata exclusivamente das eleições de 2012, e nós seguimos a risca esse regulamento. No dia cinco de fevereiro nós fizemos um encontro para decisão de tática eleitoral, para eleger os delegados que iriam decidir entre aliança ou candidatura própria. Nesse dia, tivemos os nosso filiados votando, foi uma eleição com todos os nossos filiados para eleger os 220 delegados que chegariam a decisão final. Naquela ocasião disputaram seis chapas, a nossa, que era candidatura própria, e as outras cinco se uniram para votar em favor da aliança. Uns queriam com o Washington (PMDB), outros queriam com o Alexandre (PSB), as cinco se uniram para destruir a candidatura própria. Nós saímos vencedores, elegemos o maior número, tivemos a maior presença de filiados e a nossa chapa elegeu o maior número de delegados. No dia 12 de fevereiro, uma semana depois da eleição dos delegados, os 220 delegados reunidos, continuavam do mesmo jeito, uma chapa para candidatura própria e outras cinco para aliança. Ganhou candidatura própria", relembrou, acrescentando:
- Tinham duas chapas dessas cinco, que bem antes, lá atrás, desde julho do ano passado, eram candidatura própria, estiveram conosco. Em outubro eles votaram pela candidatura própria, depois é que, não sei o que aconteceu, mas a intenção deles era votar no Washington [aliança com o PMDB], mas na hora de fazer as contas, as duas chapas que votariam no Washington, elas perceberam que mesmo unidas não ganhariam nem da candidatura própria e nem da aliança com o PSB, que eram três chapas, e a nossa chapa, sozinha, na hora da eleição do dia 12 de fevereiro, os delegados dessas duas chapas, voltaram ao que eram antes, que era a candidatura própria, aí nós ganhamos definitivamente. Sabemos que existe mágoa, mas resultado é resultado".
Dalva disse acreditar que não haverá intervenção no partido. "Foi um processo legítimo e legal, eles estão forçando uma barra para que eu desista, mas eu não desisto. Eles plantaram informações de uma maneira leviana. O presidente nacional, o Rui Falcão, é um homem de uma sabedoria incrível, ele sabe por exemplo a importância do município de Duque de Caxias, porque nosso município não é um qualquer, nós estamos falando do 8º PIB brasileiro, estamos falando de uma arrecadação de bilhões, não estamos falando de uma cidade que vive sustentada pelo governo federal, nós nos sustentamos. Se as coisas não vão bem é uma questão de gestão, não é problema de dinheiro. Um município rico como o nosso não pode ser tratado de maneira leviana e nem pode ter as suas decisões nacionalizadas".
- Fui a primeira mulher na história de Duque de Caxias a ser eleita vereadora, a primeira mulher a entrar na Academia Duquecaxiense de Letras e Artes, então eu acredito que eleita prefeita da cidade a gente muda completamente o rumo da história da cidade, do PT e até do estado, pois como eu disse nós não estamos lidando com uma cidade qualquer, nós estamos lidando com a terceira cidade em colegiado eleitoral, uma cidade que tem 600 mil eleitores. Eu quero ser prefeita de Duque de Caxias exatamente por isso, é muito mais do que política. Eu hoje estou no momento mais supremo da minha existência, estou num momento privilegiadíssimo, nunca estive com a minha mente tão lúcida, porque eu vejo através de tudo que eu vivenciei, uma grande oportunidade de colocar em prática aquilo nós sempre sonhamos em Duque de Caxias".
E conclui: “Precisamos de pessoas que estejam querendo conduzir Duque de Caxias para o terceiro milênio. Estou com o maior gosto de poder trabalhar por Caxias, sentir prazer, mas qual é o gosto que as pessoas estão sentindo aqui? as pessoas estão indo embora, só não vão quando não podem, e depois a política em Caxias sempre foi feita e administrada pelo olhar masculino, tem que ter o olhar masculino e o feminino, essa também tem que ser outra diferença, onde as mulheres venham participar".


