Todos os funcionários da Casa da Moeda do Brasil (CMB) que operam os equipamentos de embalagem e lacre do dinheiro, ou que trabalham em torno dessa operação, deverão ser ouvidos pela Polícia Federal (PF) no processo que investiga o sumiço, em janeiro do ano passado, de 100 notas de R$ 50. O superintendente da Diretoria de Administração e Finanças da CMB, Álvaro de Oliveira Soares, disse que as imagens gravadas pelas câmeras instaladas no setor de embalagem dos lotes de cédulas mostram funcionários que fizeram movimentos não usuais para a atividade.
Segundo ele, tão logo foi detectado o desaparecimento das cédulas, a CMB determinou uma inspeção nos equipamentos de impressão para identificar se ocorreu algum problema. “Porque, quem trabalha em gráfica, principalmente gráfica de segurança e com alta escala de produção, tem dificuldade. Uma folha ou cédula pode ficar presa a outra, ou coisa desse tipo. Então, a primeira instância é fazer uma varredura na própria área".
Como um problema dessa ordem não foi identificado, a empresa decidiu abrir um processo de sindicância, em fevereiro de 2011, que concluiu não existir provas suficientes para apontar algum culpado, mas apenas indícios, que deveriam ser apurados com mais profundidade, relatou Soares. Foi aberto então um processo administrativo disciplinar, cuja conclusão não diferiu muito da sindicância. “Embora algumas imagens identificassem algum tipo de suspeita, não levava a uma prova cabal". Disse. De acordo com Soares, o inquérito foi encerrado no fim do ano passado, mas a Polícia Federal só foi acionada entre março e abril deste ano.


