Governo faz as contas para ver o que pode atender de demandas do servidor, diz ministra
- jul 16, 2012
Ao comentar as negociações do governo com os servidores públicos federais, que estão em greve por reajustes salariais, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, atribuiu a cautela na liberação de recursos à instabilidade financeira mundial. “Continuamos discutindo com os servidores, mas estamos levando em conta a situação da crise internacional que é pouco favorável (…). Estamos fazendo todas as contas direitinho para ver o que é possível atender da demanda", disse a ministra, após participar do seminário Os Novos Paradigmas da Engenharia Brasileira.
Cálculos do Ministério do Planejamento indicam que as demandas do funcionalismo público por aumento somam R$ 92,2 bilhões. Atualmente, a folha de pagamentos dos servidores públicos do Executivo, Legislativo, Judiciário, dos órgãos militares e do Ministério Público soma R$ 190 bilhões. Só com o Executivo, os gastos chegam a R$ 60 bilhões. Com os reajustes pretendidos pelos servidores públicos federais, a folha salarial do Executivo mais do que dobraria, chegando a R$ 150,2 bilhões.
A proposta de reestruturação de carreira apresentada aos professores universitários federais, na semana passada, terá impacto de R$ 3,9 bilhões no Orçamento Federal. Segundo a ministra, o valor será dividido nos próximos três anos: 40% este ano, ou seja, R$ 1,56 bilhão. Os 60% restantes serão divididos em 2013 e 2014, o que significa R$ 1,17 bilhão por ano. Segundo dados do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), a paralisação atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica dos 38 existentes.
O ministro da Educação, Aloisio Mercadante, lembrou a garantia dada pelo governo de que haveria proposta para os professores universitários. “Sempre dissemos que haveria proposta de carreira, mas estamos vivendo quadro de incertezas na crise internacional", ressaltou o ministro.


