O presidente da Telecom Itália, empresa controladora da operadora de telefonia TIM, Franco Bernabè, disse que o crescimento do mercado e o sucesso das ofertas da operadora no Brasil podem ter gerado atrasos na infraestrutura para acompanhar esse crescimento. “Mas nosso compromisso é total em garantir melhoria e crescimento da qualidade para os nossos usuários", garantiu ele, em entrevista dia 26. Desde o dia 23, a TIM está proibida de vender novas linhas de celulares e internet em 18 estados e no Distrito Federal. A operadora foi a que teve o maior número de proibições impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Bernabè acredita que a liberação das vendas será em um “brevíssimo tempo", possivelmente na próxima semana. Para ele, a demora na liberação das vendas poderá prejudicar a competição no setor.
Os dirigentes da TIM minimizaram os prejuízos da empresa com a medida da Anatel. Segundo eles, as duas maiores preocupações são com os impactos no mercado e na opinião pública. “O impacto é muito sério em temos midiáticos, mas se a situação se normalizar em 15 dias, como estimado pelo governo, isso vai permitir uma retomada rápida sem impactos materiais", disse Bernabè.
O presidente da TIM no Brasil, Andrea Mangoni, garantiu que o planejamento de rede da empresa está relacionado à demanda, mas admitiu que o crescimento da demanda e do tráfego podem ter gerado atrasos no crescimento da infraestrutura. Segundo ele, os indicadores da empresa não verificaram problemas tão graves em 19 estados para sustentar medida de paralisação das vendas. “Mas isso é passado, agora temos que trabalhar para fechar com a agência [Anatel] para que a crise se torne uma oportunidade."


