O ex-prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito (PP), teve seus bens sequestrados e contas bancárias bloqueadas no valor de R$ 707.490.805,32, em 17 de dezembro do ano passado, por decisão do juiz federal Osair Victor de Oliveira Junior, da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias. A Ação Civil Pública foi impetrada em conjunto pela Procuradoria da República e o Ministério Público Estadual. Na Ação Civil outros 24 acusados de improbidade administrativa - quatro deles pessoas jurídicas - de participarem de um esquema de desvio de verbas da prefeitura que teria começado em 2009, tiveram bens sequestrados e contas bloqueadas em um total de R$ 9.718.841.505,08. São valores que variaram entre R$ 63 milhões e R$ 707 milhões, conforme o envolvimento de cada um. Em email enviado na tarde desta segunda-feira (28), a advogada Vânia Aieta comunica que o ex-prefeito Zito concederá entrevista coletiva na tarde de quinta-feira (31) para manifestar-se sobre o assunto.
O dinheiro teria sido desviado do município através de repasses a duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips): Associação Marca e Instituto de Gestão em Políticas Públicas (IGEPP), também conhecida como Instituto Informare. A decisão do juiz foi mantida em sigilo de justiça até o dia 7 de janeiro quando, depois de cumpridos todos os mandados de busca e apreensão - inclusive na casa do ex-prefeito - ele decidiu suspender o segredo de justiça do processo.
Entre os réus está Tufi Soares Meres, que, segundo nota do Ministério Público Federal, já responde outro processo sob a acusação de envolvimento em um esquema de corrupção no governo Rosinha Garotinho (2003-2007) e por ter participado do desvio de verbas públicas dos cofres estaduais em favor do então candidato a presidente da República Anthony Garotinho. Meres, ainda segundo a nota, é procurado pela polícia do Rio Grande do Norte por ter controlado um esquema de corrupção parecido, em Natal.


