A dor de perder um filho assassinado não passa, mesmo depois de anos. Esse é o sentimento de parentes de vítimas da Chacina da Baixada, ocorrida em 2005 e que completou oito anos dia 31. Na ocasião, um grupo de policiais militares saiu matando indiscriminadamente moradores inocentes dos municípios de Nova Iguaçu e de Queimados, na Baixada Fluminense, deixando um rastro de 29 mortes. Para marcar a data, um grupo de mães e parentes realizou uma caminhada, que começou na Rodovia Presidente Dutra e passou pela rua Gama, em Nova Iguaçu, principal palco da tragédia.
- Queremos que pare o extermínio de jovens que acontece na Baixada Fluminense. Temos o exemplo do que aconteceu na Chatuba [em setembro de 2012, quando traficantes mataram oito jovens inocentes] e outros meninos que morrem aqui, não em grupo, mas a varejo. Por isso, a caminhada não é só para homenagear as vítimas daquele dia, mas para dizer à sociedade e às autoridades que existe um grupo que se incomoda com o que continua acontecendo - declarou Luciene Silva, organizadora do ato e mãe de Raphael Silva, morto aos 17 anos no massacre.


