A presidenta Dilma Rousseff vistoriou na última quarta-feira (11), as obras de conversão da P-74 no estaleiro Inhaúma, no Caju, e acompanhou o início da operação assistida do terminal de gás liquefeito de petróleo (GLP) de Ilha Comprida, na Baía de Guanabara. O governador Sérgio Cabral e o vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, também acompanharam a visita. As instalações do terminal do Rio de Janeiro possibilitarão o armazenamento e o escoamento de 4.080 toneladas de GLP por dia, através de navios. O gás é produzido nas unidades de processamento do Terminal de Cabiúnas, em Macaé, e da Reduc. Da refinaria, o produto é distribuído por meio de dois dutos de 17 quilômetros para as esferas de armazenamento nos terminais de Ilha Redonda e Ilha Comprida. Nos terminais, o gás é refrigerado e transferido para navios, disponibilizando GLP para outras regiões do país.
- Aqui não teremos só a P-74, mas também a P-75, P-76 e P-77. Visitar um estaleiro me comove porque, em 2003, diziam que não teríamos competência de construir um. Hoje a indústria naval brasileira gera 70 mil empregos e será uma das maiores do mundo. E nós, do governo federal, estamos dando uma contribuição ao Rio e vamos publicar licitação para devolver o porto aos cariocas - afirmou Dilma.
As atividades de conversão do casco da P-74, que integra o Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangás) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é a primeira grande obra em execução no Estaleiro de Inhaúma após a sua retomada. No local ainda serão feitas a conversão de outras três plataformas destinadas à exploração do pré-sal: P-75, P-76 e P-77. Cada plataforma terá capacidade de produzir até 150 mil barris de petróleo por dia e de comprimir 7 milhões m3 de gás natural por dia.
As obras de revitalização do estaleiro Inhaúma e de conversão do casco da P-74 geram cerca de 6 mil empregos. A previsão é de que elas sejam concluídas em dezembro de 2013 e agosto de 2014, respectivamente.


