Uma chance para as crianças que vivem nas ruas de Duque de Caxias voltarem a viver no ambiente familiar. Esse é o principal objetivo da campanha “Rua não é lugar para criança", da secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, lançada no último dia 9, no Centro. Durante toda a manhã, equipes percorreram as vias no entorno das praças do Pacificador e Roberto da Silveira abordando e recolhendo os menores para serem encaminhados para o Centro de Restituição da Cidadania pela Vida (Casa de Passagem).
A secretária Claudia Peixoto acompanhou toda a ação e explicou que a campanha não foi idealizada para tirar os menores das ruas e levá-los para um abrigo, mas sim reinseri-los às suas famílias. "Esse projeto vai nos permitir entender melhor a situação das crianças que vivem nas ruas da cidade sem a supervisão dos pais ou responsáveis. Iremos elaborar um mapeamento desses jovens, que posteriormente será encaminhado ao Ministério Público (MP) e à Vara da Infância e Juventude. Com isso, poderemos ir em busca dos parentes e ajudar esses menores a retornarem ao ambiente familiar. Esse é o nosso principal objetivo", destacou.
Segundo Jandira Esteves, assistente social e coordenadora do Centro de Restituição da Cidadania pela Vida, Criança e Adolescente (Casa de Passagem), para onde são encaminhados os menores tirados das ruas, não é um abrigo. O local serve de acolhimento para proteção durante o período necessário para a localização da família. “Todo o trabalho da equipe de abordagem é feito com muito cuidado, sempre respeitando a vontade das crianças. Queremos conhecer a realidade delas e poder ajudá-las. Não obrigamos ninguém a ir para abrigos. Assim que recolhemos algum menor, acionamos o Conselho Tutelar e buscamos os familiares para que possam dar mais informações. Só encaminhamos para um abrigo quando esgotamos todas as possibilidades", explicou Jandira.
A primeira ação estendeu-se até sexta-feira (11) e contou com o apoio de 60 profissionais, entre psicólogos, pedagogos, educadores e assistentes sociais e coordenadores dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). A campanha será contínua, sendo realizada pelo menos uma vez por mês e chegará aos quatro distritos da cidade.


