A Justiça Eleitoral está pronta para promover uma consulta popular sobre o desarmamento, afirmou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski. Segundo o ministro, a consulta custaria aos cofres público em torno de R$ 300 milhões, valor gasto pela Justiça Eleitoral para realização das últimas eleições. Lewandowski ponderou, no entanto, que será necessário um prazo para organização da consulta pública.
O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, no entanto, critica o plebiscito proposto pelo presidente do Senado, José Sarney. Ao se pronunciar sobre o assunto, Ophir afirmou que a iniciativa pode virar “uma cortina de fumaça para desviar o foco dos reais problemas". A declaração de Cavalcante é mais um capítulo no debate incendiado na semana passada, após o massacre de 12 crianças por um desequilibrado emocional, numa escola do Rio.
Na sua avaliação, o país precisa é de um plano nacional de segurança pública. “Hoje, falta uma política clara, consistente e efetiva de combate à criminalidade e ao tráfico de armas. O plebiscito pode se constituir num desrespeito à vontade popular legitimamente expressada no referendo de 2005", opina o presidente da OAB, referindo-se à consulta que manteve a venda de armas no país.


