Tema recorrente nas sessões da Câmara de Duque de Caxias, a segurança pública voltou a ser debatida entre os vereadores no plenário, na sessão do último dia 11. Dessa vez, a maioridade penal foi citada com um dos assuntos que precisa ser discutido com autoridades competentes e sociedade em geral. “Os políticos precisam colocar em evidência temas importantes e até polêmicos, como a maioridade penal", ressaltou o vereador Marcelo do Seu Dino (PV), que atuou como policial por oito anos. “O País permite que jovens de 16 anos escolham seus governantes, mas não permite que esses mesmos jovens paguem por seus crimes. Isso é contraditório."
Osvaldo Lima, do PSC, alertou para que a população não compactue com a criminalidade. “Muitas pessoas reclamam da falta de segurança, mas não entendem que estão contribuindo com a violência ao adquirir produtos sem procedência, visando apenas o baixo valor. Muitas vezes são mercadorias roubadas ou até resultado de latrocínios. Cada cidadão tem que fazer sua parte", sugere o vereador. Reforçando o discurso do colega, Junior Reis (PMDB) falou ainda sobre o fomento ao tráfico de drogas. “Os usuários de drogas também financiam a criminalidade. Enquanto existir consumidor dos produtos do crime, a violência só tende a crescer", observou.
SHOPPING - Após tomarem conhecimento de um abaixo-assinado contra a construção de um shopping no município que está sendo feito pela igreja Católica, alguns vereadores levantaram questionamentos sobre a postura da Prefeitura em relação à liberação do empreendimento. Líder do governo na Câmara, Josemar Padilha (PMN) afirmou que a construção ainda não está liberada pela Prefeitura. “O prefeito Alexandre Cardoso sabe do abaixo-assinado que estão promovendo nas igrejas católicas da cidade. E, se a construção desse empreendimento vier a acontecer, será de forma consciente e responsável, para não trazer problemas ao município". Preocupado com os impactos negativos que a obra poderá trazer, Nivan de Almeida (PDT) agradeceu a atenção do prefeito com o movimento dos católicos. “Folgo em saber que não será uma decisão unilateral, é preciso discutir e avaliar se essa construção é aceita pela sociedade". Doutor Maurício também se manifestou: “Fico feliz em saber que o prefeito respeita esse Legislativo e que discutirá esse tema com todos os vereadores, como havia prometido".
O presidente Eduardo Moreira (PT) lembrou que para a viabilização de um empreendimento como esse, é preciso que se façam muitos estudos. “Não somos contrários ao empreendimento. A gente entende que vai causar um impacto muito grande ao centro, por isso a preocupação em cobrar os resultados de todos os estudos realizados para sua viabilização. Se os resultados forem positivos, entendo que fica muito difícil ao município negar essa liberação, mas isso tem que ser apresentado e explicado a esse Legislativo e a todos os cidadãos".


