Um vídeo publicado no Youtube mostra um cinegrafista canadense sendo agredido por policiais militares durante o protesto na Tijuca, próximo ao Maracanã. Nas imagens, Jason O'Hara aparece caído no chão em uma das esquinas da praça Saenz Pena, quando um PM se aproxima e chuta o rosto do canadense, que usava máscara e capacete para se proteger durante a manifestação. Além disso, acusa os PMs de terem roubado a câmera GoPro que estava presa ao capacete do jornalista. O caso está tendo grande repercussão na imprensa internacional.
Além de Jason, segundo o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, outros 14 profissionais da imprensa foram agredidos durante o ato por policiais militares. O protesto era pacífico até o momento em que os manifestantes tentaram sair da praça em direção ao estádio. A PM fez um cerco no local, impedindo a passagem das pessoas e atirou bombas de efeito moral para dispersar a multidão, dando início ao tumulto. Paula Máiran, presidente do Sindicato, lamentou as agressões sofridas pelos jornalistas durante o exercício profissional e que a entidade vai recorrer a ONGs de direitos humanos
Após o protesto, o Sindicato publicou ato de repúdio à violência da polícia. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que “reconhece a importância do trabalho dos jornalistas como base em um país democrático, no registro e na divulgação de informações" e que “todas as denúncias e imagens recebidas relativas ao excesso na ação de policiais militares serão encaminhadas à Corregedoria e apuradas".


