A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou que buscará segurança jurídica para resolver conflitos relacionados à demarcação de terras indígenas e à regulamentação da Emenda à Constituição do Trabalho Escravo, que desapropria áreas e bens onde se verifique o regime análogo ao de escravidão. Os dois temas estão entre os que mais geram críticas ao governo por parte do agronegócio. Dilma fechou a sabatina na Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), com os três presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas, até o momento.
Os conflitos entre indígenas e produtores rurais têm se intensificado nos últimos anos, resultando inclusive em mortes. Segundo Dilma, a demarcação de terras indígenas é um dos principais desafios enfrentados pelo governo. Ela defendeu a revisão das normas administrativas para a demarcação e a instalação de mesas de diálogo com todas as partes envolvidas e lembrou que já deu esta determinação ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Para a presidenta, o trabalho escravo é uma “chaga a ser exterminada", e a regulamentação da emenda para definir o que é trabalho escravo tem de ser feita de forma “extremamente específica", para não deixar lacunas. “Acredito que avanços nessa direção passam pelo aprimoramento da legislação no Congresso Nacional." Dilma citou a aprovação do novo Código Florestal como exemplo de legislação que trouxe segurança jurídica para o campo. (Agência Brasil)
Eduardo Campos defende diálogo com ruralistas
Com a preocupação de agradar o setor do agronegócio, com a promessa de adoção de medidas para aumentar a produtividade rural e, ao mesmos tempo, afastar a preocupação do setor com a possível influência da indicada a vice, Marina Silva, nas decisões relacionadas ao campo, o candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos, abriu a sabatina da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) com os presidenciáveis, na última quarta-feira (6).
Para uma plateia de produtores rurais, Campos falou diversas vezes em diálogo. Ele prometeu, se eleito, comandar pessoalmente as políticas voltadas para o campo e fortalecer o Ministério da Agricultura. Aplaudido algumas vezes, o presidenciável elogiou o setor dizendo que o agronegócio tem “atenuado" os reflexos das crises econômicas na economia brasileira. “Firmo um compromisso com o agronegócio de fazer uma leitura dos últimos 40 anos do que fez o agronegócio brasileiro, sem preconceitos e sem ranços, com a capacidade de diálogo, que a minha caminhada comprova que tem", discursou Campos.
Ao falar sobre meio ambiente, Campos citou sua candidata a vice, Marina da Silva, reconhecida por suas críticas ao agronegócio. O candidato disse que a chapa tem a qualidade de saber conviver com a divergência. (Agência Brasil)
Aécio Neves diz que país vive processo de desindustrialização
O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) disse, durante campanha feita no início da manhã da última quinta-feira (7) com metalúrgicos, na zona oeste da capital paulista, que a indústria perdeu força no país. “O Brasil vive hoje a maior crise de desindustrialização de toda a nossa história. Esse governo perdeu a capacidade de sinalizar o caminho da retomada do Brasil. O governo não inspira confiança e sem confiança não há investimento", disse o candidato.
Aécio e sua comitiva estiveram no início da manhã em frente à empresa metalúrgica Voith, no bairro do Jaraguá, onde trabalham 4 mil funcionários, e cumprimentou os trabalhadores durante a troca de turnos. Em seu discurso, o candidato declarou que o Brasil precisa criar um clima que permita a retomada dos investimentos para gerar empregos na indústria, revertendo o quadro de 'estagflação' - diminuição da atividade econômica e inflação acima do teto.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, demonstrou apoio ao candidato do PSDB. Entre as principais reivindicações da entidade estão reajuste real do salário mínimo e correção da tabela do Imposto de Renda. Ao ser perguntado sobre propostas para o reajuste da tabela, Aécio declarou que ainda vai encontrar uma solução. (Agência Brasil)
Luciana Genro defende taxação de grandes fortunas
A candidata à Presidência da República, Luciana Genro (PSOL), disse nesta segunda-feira (11) que sua proposta de taxar grandes fortunas permitirá a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) - que é a soma de tudo que se produz no país - na educação. Ela deu a declaração durante panfletagem na fila do restaurante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), acompanhada de militantes do partido. "Com a nossa proposta de taxação das grandes fortunas, teremos imediatamente R$ 90 bilhões, o que significa dobrar o orçamento público para a educação, no caminho para a efetiva aplicação de 10% do PIB no setor", declarou.
Mais cedo, a candidata havia publicado um vídeo em sua página no Facebook, saudando a juventude pelo Dia do Estudante. Segundo ela, a data é uma ocasião para comemorar, mas também para lutar. Luciana Genro defendeu universidade pública e gratuita para todos e ensino de qualidade. "Nós que vimos os jovens tomar as ruas em 2013, temos a certeza de que com luta e mobilização é possível garantir os direitos da juventude", disse. (Agência Brasil)


