Depois de cerca de cinco anos fechado, o Hospital Duque de Caxias será reaberto à população do município. A inauguração oficial da primeira etapa de reforma da unidade acontecerá na manhã deste sábado (30). O atendimento aos moradores terá início no dia 8 de setembro. O Capital acompanhou o prefeito Alexandre Cardoso, na última sexta-feira (22), em mais uma visita à unidade antes da inauguração. Nesta primeira fase entram em funcionamento os ambulatórios de cardiologia, odontologia, eletrocardiograma, vacinação entre outras especialidades. Já a segunda etapa da obra do novo Hospital Duque de Caxias estará concluída até o final do ano.
Localizada no bairro Senhor do Bonfim, a unidade deverá atender aproximadamente 1.800 pessoas por dia. O novo Hospital Duque beneficiará os bairros do primeiro distrito, entre eles Bar dos Cavaleiros, Bela Vista, Centenário, Centro, Engenho do Porto, Parque Lafaiete e Periquitos. Na primeira fase a população terá ainda à disposição os seguintes atendimentos: Pneumologia, Endocrinologia, Oftalmologia, Neurologia, Ortopedia, Gastro, Ginecologia, Pré-natal, Climatério, Planejamento Familiar, Dermatologia, Alergologia, Urologia, Programa do Idoso, Programa do Adolescente (CEATA), Pediatria, Fisioterapia, Nutrição e Pequenas Cirurgias.
Também estão disponíveis para a população, Laboratório, Eletrocardiograma, Eletroencefalograma, Ultrassom, Pé Diabético, Reumatologia, Programa de Diabetes e de Hanseníase, emissão do cartão do SUS, Regulação de Exames, Farmácia, Serviço Social, Eco Pediátrico e Espirometria.
“Fui diretor do Duque quando ele era referência", lembra prefeito
Durante a visita, o prefeito Alexandre Cardoso atendeu, com exclusividade, a reportagem do Capital. Perguntado sobre a oportunidade de entregar a unidade aos moradores, respondeu:
- Eu fui diretor desse hospital numa época em que ele era referência de Caxias e ele agora será referência de planejamento de saúde na Baixada Fluminense. Esse hospital inaugura a primeira fase com apoio aos PSFs [Posto de Saúde da Família], com apoio ao Hospital Municipal Moacyr do Carmo. Entregaremos no final do ano a segunda fase, que é o hospital de um dia, dois dias, três dias, no máximo. Fora disso, este hospital vai ser centro de atendimento do morador de Caxias para internar nas áreas de neurocirurgia e oncologia, por exemplo, porque estamos fazendo um convênio com o Instituto de Oncologia, com o Instituto de Cardiologia e com universidades, para que as patologias que a gente não possa resolver aqui tenham solução - adiantou o prefeito.
- Um dos problemas que você tem na saúde é a quebra da cadeia de solução. Por exemplo: A pessoa é hipertensa, vai ao PSF, é um nefropata, tem um defeito em uma unidade renal. Onde é que você trata em Caxias? Uma pessoa que tenha obesidade mórbida, um diabético em estágio muito avançado, um cardiopata com uma lesão arterial avançada. Onde é que você trata em Caxias? Então nós vamos transformar o Hospital Policlínica Duque de Caxias em um centro de referência. Vamos em um primeiro momento desativar o PAM [Posto de Assistência Médica], depois qualificar o atendimento. O terceiro momento é a inauguração da segunda fase, inaugurando a emergência do hospital. Aqui vai ter um centro de fisioterapia que não tem igual no Rio de Janeiro. Onde tem uma fisioterapia para cardíaco em Caxias, para quem teve um infarto? - salientou Cardoso.
- A gente quer inaugurar a segunda fase em dezembro/janeiro e até fevereiro/março estar com ele todo funcionando, com o convênio com a universidade. Estamos inauguramos dia 30 de agosto, com uma semana, no dia 8, ele abre as portas à população para fazer o atendimento ambulatorial. E a obra continua lá embaixo. Dezembro/janeiro agente inaugura a segunda fase junto com a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] do Moacyr do Carmo. Para vocês verem que tudo isso teve planejamento, para a UPA em frente ao Moacyr [do Carmo] a pessoa vai para todo tipo de emergência. Chega uma fratura de crânio, a gente vai ver qual é o hospital que tem vaga de neurocirurgia para atender. Teve um infarto, vai ter o melhor atendimento naquele hospital, mas se for um baleado com uma lesão torácica, Qual é o lugar que tem cirurgia de tórax? Então, nós vamos fazer uma integração na saúde de Caxias, vamos aumentar o PSF, ampliar a rede de atendimento. Você não pode atender a pessoa na ponta e se ela tiver uma lesão mais grave ninguém sabe para onde mandar? Vai ter aqui anestesia para tratar o dente do portador de necessidade especial, porque eu posso pagar para a minha filha um atendimento particular que custa entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00. E quem não pode pagar? - questiona Alexandre Cardoso.
- É com muito planejamento que a gente está fazendo a saúde. Chegamos a 26% nos PSFs, queremos chegar em 50%. Agora, não é fazer o Moacyr do Carmo isoladamente, é hierarquizar uma rede de atendimento, onde a gente começa com o atendimento básico, faz o atendimento secundário e às vezes o terciário nesse hospital e terciário no Hospital Moacyr do Carmo. Nós vamos colocar em cada distrito um centro de atendimento à parturiente, não quer dizer que ela vai fazer o parto lá, porque nós vamos colocar uma maternidade de qualidade. Maternidade hoje tem que ter UTI Neonatal, anestesista, tem que ter essas coisas todas, e se eu colocar uma maternidade em cada distrito, não vou ter em nenhuma delas qualidade. Agora, em todo lugar vai ter uma unidade 24hs que atende a mulher e que a leva para a maternidade. Vocês viram aqui, de perto, essa obra. O Hospital Duque de Caxias passa a ser o centro de excelência de atendimento na baixada fluminense, e esse eu acho que é o sonho de todos nós - comentou o prefeito.
Sobre a transferência dos serviços do PAM para o novo Hospital Duque, o prefeito afirmou: “Na primeira semana, a gente já começa a trazer as pessoas para cá, ampliar as especialidades, porque não tem sentido você ter dois hospitais gerais, três maternidades, ter quatro centros de atendimento. Na verdade a gente quer trabalhar com excelência aquilo que tem, o que a gente está querendo é mostrar que Caxias agora está mais preocupada em ter qualidade do que quantidade, porque quantidade às vezes significa não ter atendimento, não adianta você ter cinquenta lugares para atender e não resolver. Na medicina tem um negócio chamado resolutibilidade, resolver o problema, e isso o Hospital Duque de Caxias vai fazer", concluiu Alexandre Cardoso.


