Teve início nesta segunda-feira (8) a suspensão de contratos (layoff) de 1.046 funcionários das unidades da Ford e da General Motors no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Os afastamentos foram necessários, segundo as empresas, para adequar o ritmo de produção à desaceleração do mercado. Os funcionários receberão seus salários por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com complemento do rendimento pago pela multinacional. O pagamento é condicionado à realização de cursos de qualificação profissional.
Na GM, em São José dos Campos, são 930 funcionários afetados pela medida. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, todos os setores da montadora foram atingidos e a lista de funcionários com contratos suspensos inclui, principalmente, lesionados e trabalhadores em pré-aposentadoria. O acordo para a suspensão dos contratos prevê estabilidade no emprego aos trabalhadores afetados por seis meses após o retorno, que deve acontecer em fevereiro de 2015. A unidade em São José conta com cerca de cinco mil empregados, responsáveis pela produção da Trailblazer, S10, além de motores, transmissões e kits para exportação.
Já a Ford, em Taubaté, ampliou para 224 o número de operários com contratos suspensos. Além dos108 metalúrgicos afastados desde agosto, a medida afeta mais 116 funcionários da empresa a partir desta segunda-feira (8). A suspensão dos contratos para eles será de cinco meses e já havia sido aprovada em assembleia em junho.
Além do layoff, a Ford já convocou um Programa de Demissão Voluntária (PDV), cujo benefício varia de acordo com o tempo de trabalho de cada funcionário, e redução da jornada de trabalho para 32 horas semanais. Também como parte do pacote para evitar possíveis demissões, a Ford adotou férias coletivas em duas ocasiões neste ano.


