Não basta colocar uma bola de futebol em campo, dividir crianças e adolescentes, em dois times de 11, e esperar que todos os benefícios físicos e sociais do Esporte aconteçam automaticamente. É necessário que seja feito um projeto pedagógico, no qual se permita que estes jovens colham o melhor que a prática poderá lhes oferecer. Ao longo dos anos, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), vem tratando o Esporte como parte fundamental de suas atividades interdisciplinares, reunindo diferentes públicos, resgatando pessoas e promovendo verdadeiros atletas.
- Foi espetacular ter conhecido o Muay Thay na Faetec. Eu era um adolescente bem problemático, e com o esporte me inseri no grupo social, tive a oportunidade de disputar campeonatos, de ganhar títulos, de melhorar como filho, como pessoa e evoluí como atleta - afirma Marlon Ribeiro, formado na Escola Técnica Estadual (ETE) República, Campeão Mundial de Muay Thay 2014, na Tailândia. Mais de 3 mil alunos são matriculados anualmente nos Centros de Educação Física e Esportes (Cefe) e Interamericano de Artes Marciais (Ciam), localizados no complexo Educacional do Cetep Quintino. Entre as atividades oferecidas estão: Basquete, Futebol, Ginástica Rítmica, Jazz, Natação, Vôlei, Jiu-Jítsu, Taekwondo, Muay Thay, Boxe, entre outros.
Projetos socioculturais e de integração são uma das principais características investidas pela equipe de profissionais da área, coordenada pela professora Viviane Pernas Ramos. Segundo ela, o sistema da escola proporciona uma maior integração dos professores de Educação Física com os alunos. “Trabalhamos com diversificados cursos, reunindo os mais diferentes públicos. É muito gratificante poder acompanhar a história de cada um. Histórias que nos motivam e nos fazem continuar trabalhando e ajudando na qualidade de vida das pessoas", disse a coordenadora, que atua há oito anos na gestão.
E o que não faltam são histórias de superação, protagonizadas pelos alunos da Fundação. Um dos exemplos é a do garoto Diego Araújo da Silva, aluno de Natação, da unidade em Quintino. O jovem de 10 anos apresenta paralisia cerebral. Porém, os dilemas cotidianos causados pela doença não o impediram que desempenhasse sua atividade na piscina. Ao contrário, proporcionou um avanço significativo em sua locomoção. “Fui incentivada pela minha irmã a matriculá-lo no curso há três anos. Fiquei insegura no começo, mas foi a melhor coisa que me aconteceu. De lá pra cá, tenho notado grandes avanços positivos na qualidade de vida do meu filho, sobretudo em seus movimentos “, conta a dona de casa Margarida Francelina de Araújo, mãe e principal companheira do aluno nas idas à escola.
Originária da Alemanha e destinada para o público da terceira idade, a Dança Sênior é outra atividade que tem sido desenvolvida no Cefe, em Quintino. A novidade está relacionada por possibilitar aos praticantes que se movimentem de forma sentada. Fazendo com que aqueles que apresentam limitações consigam se exercitar. Os benefícios desta atividade são de grande valia, principalmente para pacientes que sofrem de Mal de Parkinson.


