O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) diplomou nesta segunda-feira (15) os candidatos eleitos este ano. Com isso, o Tribunal encerrou o processo eleitoral e declarou oficialmente o nome do governador, do vice-governador, do senador e dos deputados federais e estaduais que exercerão o próximo mandato (2015-2018), além dos suplentes. A cerimônia ocorreu no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em discurso, o presidente do TRE-RJ, Bernardo Garcez Neto, pediu que os deputados se preocupem em fazer leis que possam sair do papel. “Essa é a minha única recomendação: legislem a favor do povo, mas fazendo leis aplicáveis, para não permitir que essas leis, prenhes de boas intenções, sejam depois amaciadas pelo Poder Judiciário, ou tornadas ridículas pela sua não aplicação."
Ao falar com a imprensa depois do evento, o governador reeleito, Luiz Fernando Pezão, disse que a prioridade para o próximo mandato será a segurança. “É a segurança que está permitindo às empresas e aos centros de pesquisa vir para o Rio, permitindo que o destino das empresas hoje seja o Rio de Janeiro, e que cresçamos. Nós mostramos que existe um caminho na segurança pública. Vamos fortalecer as UPPs [unidades de Polícia Pacificadora], fortalecer os batalhões, criar o batalhão de Nova Iguaçu, o de Itaguaí, de Araruama. Segurança continua a ser a nossa prioridade", ressaltou.
Durante a cerimônia, no momento em que o deputado federal mais votado no estado do Rio, Jair Bolsonaro (PPJ), recebia seu diploma, o deputado estadual mais votado, Marcelo Freixo, e outros colegas do PSOL viraram de costas e levantaram cartazes com os dizeres “A violência contra a mulher não pode ter voz no Parlamento". Segundo Freixo, a manifestação foi feita para reforçar as casas legislativas como espaços da democracia, e não do ódio.
- É importante a diferença, é importante que haja deputados mais conservadores, mais à direita, mais à esquerda - é importante que o Parlamento represente a diversidade da sociedade, mas o Parlamento não pode representar aquilo que ameaça a democracia, porque o Parlamento é fruto da democracia. Então, o discurso de ódio, que leva ao crime, que reproduz e alimenta a violência, seja contra quem for, pela homofobia, pelo racismo, violência contra a mulher, é inaceitável, porque ele contraria a razão de ser do próprio Parlamento - afirmou. (Agência Brasil)v


