O Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) foi comprado pelo Bradesco por R$ 1,8 bilhão em um leilão realizado sexta-feira (20), na BM&FBovespa. O Bradesco levou ainda o direito de operar, por três anos, a folha de pagamento dos servidores ativos, inativos, pensionistas e fornecedores do Governo do Estado do Rio de Janeiro - cerca de 430 mil contas. Para o secretário Estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, o ágio de quase 100% (99,8%) sobre o valor mínimo demonstra a confiança do mercado na atual administração estadual e na pujança econômica do Estado.
O leilão não incluiu o “Banerjão" - edifício no Centro da cidade que foi sede do banco -, avaliado em R$ 86 milhões, e o acervo cultural do Berj, estimado em R$ 11 milhões, que inclui obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Anita Malfati.
O lance mínimo para arrematar o Berj era de R$ 513 milhões e o Bradesco ofereceu R$ 1,025 bilhão pelo banco. A segunda maior oferta foi a do Banco do Brasil, com um lance de R$ 729,365 milhões; seguido pelo Santander (R$ 651 milhões) e o Itaú (R$ 590,022 milhões). Ao todo, o Bradesco vai pagar R$ 1,8 bilhão, incluindo o preço do Berj, a folha de pagamentos do Estado e os emolumentos da Bolsa. O banco assumirá a folha de pagamento em janeiro de 2012. Com o arremate, o Bradesco recebe um crédito fiscal de R$ 3 bilhões.
De acordo com o diretor do Bradesco Poder Público, Renan Mascarenhas Carmo, dentro de poucos dias, quando deve acontecer a assinatura do contrato com o Governo do Estado, o Bradesco pagará 20% do valor total da compra do Berj mais a folha de pagamento dos servidores do Estado. Segundo ele, a segunda parcela deve ser paga daqui a 150 dias.


