Inúmeros amigos e familiares do cantor e compositor Chiquinho Maciel participaram do sepultamento de seu corpo na manhã da última sexta-feira (15), no Cemitério Nossa Senhora Das Graças (Tanque do Anil), em Duque de Caxias. O cantor, que havia se submetido a uma cirurgia em uma das pernas recentemente, encontrava-se internado no Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, vindo a falecer na madrugada de quinta-feira (14), por problemas no fígado.
Francisco Carlos Maciel - este é o seu nome de batismo - era funcionário da Prefeitura de Duque de Caxias desde a década de 80, atuando na então Coordenadoria de Cultura e depois na recém-criada Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, onde trabalhou na produção de projetos de interesse coletivo dos músicos da cidade, entre eles o 1º Festival de MPB de Duque de Caxias. Ao lado do também músico Carlos Lima, Ao lado de Carlos Lima, foi idealizador do projeto “Forró na Feira", que funciona até hoje. “Chiquinho tinha um espírito agregador", lembrou o cantor e compositor Beto Gaspari antes de lembrar um trecho de uma das obras de Chiquinho em parceria com Canthídio, “Viva o Compositor", durante a homenagem feita pela classe artística da cidade em sua despedida. O ativista Jairo Cezar exaltou sua figura humana e sua atuação profissional. A atriz Silvia de Mendonça declamou um texto que também emocionou a todos.
Deixou o curso de História na Faculdade SUAM para dedicar-se mais à música. A partir de meados da década de 70, disputou e venceu alguns festivais em colégios do município e de outros Estados, como São Paulo e Minas Gerais. Seu primeiro show individual - Espera João - foi em 1978, no Teatro Procópio Ferreira, na Câmara Municipal. O segundo foi em 1980, lançado no mesmo local e que percorreu vários espaços do Grande Rio. O seu terceiro show individual foi “Voz do Coração", em 1983, batendo recorde de público da casa. Participou de gravações com Roberto Carlos, Mara Maravilha, Grupo Nosso Canto e Ramiro Lopes, entre muitos outros. Fez ainda apresentações em várias casas noturnas do Rio e Baixada, incluindo o Circo Voador. Participou de projetos dividindo palco com cantores como Taiguara, Biafra, Claudio Nucci e Joyce, entre outros, e musicou textos de Maria Clara Machado. Alguns de seus parceiros estimam que Chiquinho Maciel tenha deixado mais de 150 músicas, entre composições individuais e parcerias. Segundo Edu Costa, somente com ele as parcerias são cerca de 50. (Josué Cardoso)


