O Conselho Empresarial da Representação Regional FIRJAN/CIRJ na Baixada Área II se reuniu na terça-feira (9), para debater o setor industrial do Capivari. Essa região do município de Duque de Caxias concentra aproximadamente 200 empresas de diversos segmentos, que geram, em média, 18 mil empregos diretos e indiretos.
O setor misto é composto por indústrias, residências e comércio. E apresenta problemas graves de infraestrutura. A reunião aconteceu numa das empresas que compõem o Conselho: a Ruhrpumpen, indústria alemã especializada em bombas centrífugas que se instalou na cidade em 2013. No Brasil, a Ruhrpumpen atende os mercados de petróleo e gás (incluindo o pré-sal), mineração, geração de energia, água e saneamento.
A convite do presidente da regional, Roberto Leverone, e do vice, Jorge Rodrigues, o presidente da Associação Industrial do Capivari, Francisco Gomes, apresentou a situação atual do local e as principais demandas. Ampliação e melhoras das pistas, deterioradas pelo fluxo de caminhões pesados, e outras lacunas de infraestrutura e segurança são as principais dificuldades citadas. “Queremos transformar a zona do Capivari num distrito exclusivo para indústria, delimitar mais o espaço que é da indústria, do comércio e da área residencial", destacou Francisco Gomes. Leverone reiterou o apoio à Associação Industrial do Capivari. Ele detalhou que a região possui um potencial privilegiado por estar nas margens da BR 040 e do Arco Metropolitano e afirmou ser urgente resolver os entraves encontrados pelas empresas de Capivari. “Vamos buscar resolver os problemas em todas as esferas: federal, estadual e municipal", reiterou.
William Figueiredo, especialista em desenvolvimento econômico do Sistema FIRJAN, apresentou dados que mostram o potencial da região para a indústria. De acordo com uma pesquisa realizada em 2012 pela Associação das Indústrias de Capivari, a região é responsável por 2 milhões do PIB industrial, sendo a 2º maior zona industrial de Caxias. William destacou que “para criar novas áreas aptas de ocupação industrial é preciso, antes, resolver os antigos problemas do entorno". O presidente, Leverone, sugeriu a criação de um grupo de trabalho para direcionamento das demandas e busca de soluções, garantindo, assim, a continuidade do trabalho de melhorias na região.


