Um leitor procurou a redação do Capital para relatar sua “indignação" com um fato ocorrido com uma vizinha, que teria sido atendida pelo vereador Marcos Tavares (PSDC). Segundo o queixoso o edil se utiliza da prerrogativa de vereador para “autopromoção", autointitulando-se “rei das liminares". “Esse senhor faz proselitismo político ao recorrer a liminares para resolver assuntos que compete ao poder público. Ou seja, utiliza-se de um mandato popular não para legislar ou fiscalizar, como é o seu papel, e sim obter autopromoção", dispara J. R, que atua no ramo do direito e que tem a identidade preservada a seu pedido.
Segundo ele, a senhora que procurou o vereador foi informada pelo parlamentar que iria a justiça conseguir uma liminar para um atendimento médico. “Ela diz ter achado isso um absurdo, pois não havia recorrido a nenhum órgão do Judiciário. Tanto que, ao buscar a ajuda de outro vereador, este obteve o atendimento do qual precisava apenas com uma ligação telefônica", informou J.R.
- Estou aqui como cidadão e também como profissional. Entendo que o mandato é do povo e o parlamentar tem que trabalhar para o povo. Li nesse jornal que a Câmara de Duque de Caxias até devolveu dinheiro para o Executivo e reconheço que isso é gestão, que o trabalho do Legislativo é importante, mas acho que, individualmente o vereador também tem que empenhar-se no exercício de seu mandato e ter conhecimento de suas funções - desabafou o denunciante. “Esse senhor [Marcos Tavares] não pode fazer o que faz como autopromoção. Essa iniciativa é da defensoria pública, não do vereador".
E arremata: “Ele não deve ter sido bem sucedido como advogado e se utiliza do dinheiro público recebendo pomposo salário para brincar de advogado". Ao ser indagado se exerce a advocacia, J. R. limitou-se a dizer: “Parece ser mais fácil ser vereador em Caxias do que advogado".
O Capital procurou o vereador para manifestar-se sobre a denúncia. Até o fechamento desta edição, porém, não obteve as respostas solicitadas por e-mail.


