Leonardo Quintão (MG), acompanhado de deputados do partido, protocolou na manhã de hoje (9), documento com 35 assinaturas para a destituição do atual líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). A bancada do PMDB possui 66 deputados. A articulação para destituir Picciani contou com a participação do vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Ainda durante o dia, Picciani tentava articular com outros deputados peemedebistas a reversão desse processo, com a obtenção de assinatura em número maior para se manter no cargo.
A bancada do PMDB possui 66 deputados, mas para tentar ajudar Picciani, dois secretários do Rio - Marco Antônio Cabral e Pedro Paulo - foram demitidos para reassumir seus mandatos na Câmara. O vice-presidente participou de forma tímida, de acordo com os peemedebistas. Ele foi comunicado durante esta terça-feira da movimentação dos insatisfeitos. Respondeu apenas que desejava a unidade da bancada, o que foi entendido como um sinal verde para os que queriam derrubar Picciani. Na última quinta-feira, segundo interlocutores, o próprio Temer tinha alertado Picciani da necessidade de contemplar toda a bancada na distribuição das vagas da comissão, para garantir a unidade.
A escolha de Quintão para sucedê-lo é o cumprimento de um acordo que havia com o próprio Picciani. Quando foi eleito líder, o deputado fluminense teve o apoio da bancada mineira para derrotar Lúcio Vieira Lima (BA) em troca de apoiar Quintão para o cargo em 2016. No mês passado, porém, Picciani avisou Quintão que desejava continuar na liderança no próximo ano.
A saída de Picciani não significará necessariamente uma debandada de ministros indicados por ele, como Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde). Mas, os peemedebistas que constroem a destituição do líder, pretende debater agora na bancada como será a participação no governo. “Não vai haver rompimento, mas não tem ampliação de conversa", disse um dos articuladores.


