Vereador por duas vezes e deputado por cinco mandatos, Jorge Moreira Theodoro, o Dica (PTN) foi lançado oficialmente como candidato à prefeitura de Duque de Caxias. Ele concedeu entrevista exclusiva ao Capital, convidado, após a convenção realizada no último dia 31 de julho último. Na entrevista, o deputado falou sobre sua decisão em disputar a prefeitura e algumas de suas prioridades.
Pergunta: Porque o senhor decidiu ser candidato?
Dica: Eram pelo menos cinco candidatos. Como a gente entendia que eram muitos, preferi ficar aguardando e votar em um deles. Com a saída do Marcos Figueiredo e do Alexandre Cardoso da disputa, entendemos que não era muito lógico, nem justo para a população de Duque de Caxias, deixar somente aqueles que já tiveram oportunidade de governar a cidade e não foram aprovados, porque perderam a reeleição. Com a minha recuperação, depois das duas cirurgias devido aos rompimentos de tendão, e também pelo estímulo das pessoas me encontrarem e me incentivarem para ser candidato, dizendo que contam comigo para esse esforço, esse sentimento me tomou, assim como ocorreu com meus amigos e com o meu grupo político. A gente decidiu concorrer, como forma de opção contra a volta daqueles que já tiveram a oportunidade de governar a cidade e foram reprovados. Fui melhor vereador, sou melhor deputado do que eles, certamente serei melhor prefeito.
– Quantos partidos compõem a aliança com o senhor?
São dez partidos, mais de trezentos candidatos ao cargo de vereador.
– Qual será a sua estratégia de campanha?
Com a mini reforma eleitoral, achei ótimo a não arrecadação de dinheiro de empresas para as campanhas. Com isso, o candidato terá que se aproximar mais do eleitor, terá que gastar mais sola de sapato, mostrar sua proposta e falar olho no olho para os eleitores. Isso é muito bom para a democracia. Vamos nos conduzir assim e pedir ao povo a oportunidade para poder governar Duque de Caixas.
- O que o Dica prefeito pode fazer diferente dos outros?
Primeiro nós vamos ter que fazer modificação profunda na área da saúde. Nós entendemos que a saúde tem que estar nos bairros, mais próxima do cidadão. São os núcleos de saúde nos bairros. Temos que colocar e implementar nesses núcleos o tratamento da fisioterapia, aumentando a oferta, equipar postos para melhor condição de atendimento, fazer reforma geral em alguns, bem como derrubar e construir novas unidade, como por exemplo aquela da rua dois, em Jardim Primavera, ampliar o Programa de Saúde da Família. Os núcleos terão dentistas, médicos e fisioterapeutas, além de realizar exames laboratoriais.
- Então a saúde é uma das suas prioridades?
Aqueles que me conhecem sabem que em vinte e três anos de mandato parlamentar, sempre priorizei a saúde. E vou fazer o mesmo como prefeito. Temos que descentralizar o atendimento, a saúde tem que estar perto do morador, nos bairros.
- Em suas falas públicas, o senhor sempre destaca a defesa dos mais necessitados. Como será a assistência social no seu governo?
No legislativo sempre me dediquei ao atendendo das famílias de Caxias, e vamos continuar fazendo isso. Mas agora com a prefeitura, vamos estar ainda mais próximos das famílias, daquelas pessoas que mais necessitam, vamos implementar um trabalho social que vá de fato ao encontro da população. Governar uma cidade é governar para as famílias e nós vamos fazer isso porque estaremos mais próximos ainda das famílias de Duque de Caxias.
- Como o senhor vê hoje a questão do funcionalismo, a situação do IPMDC?
Temos uma grande preocupação com o funcionalismo municipal. Primeiro temos que acertar esse calendário, fazer de tudo para que os funcionários recebam seus salários em dia. Segundo, viabilizar o Instituto de Previdência [IPMDC], levado à falência pelos governos que antecederam o atual. Ele devia ter R$ 1 bilhão em caixa, hoje tem apenas R$ 34 milhões. Temos que trabalhar muito para viabilizar o IPMDC, para que os pensionistas e os aposentados não deixem de receber sua remuneração. Terceiro, ganhar no comércio, na indústria, no investimento e na criação de empregos, para reduzir a dependência dos recursos oriundos do petróleo. Porque o estado faliu e com isso quase faliram todos os municípios. Temos muitas áreas que podem ser desenvolvidas e ampliadas. Capivari, Parada Morabi, Xerém, o entorno do Arco Metropolitano, por exemplo, é inadmissível que o Arco Metropolitano não tenha posto de gasolina. Temos que trabalhar para receber novas empresas, gerando mais trabalho. O problema está aí, o petróleo, há um ano o barril era de US$ 110 e hoje está US$ 50, com isso cai a arrecadação do ICMS, perde-se emprego, é o caos. Vamos abraçar esse causa, que é o reaquecimento da economia diminuído a dependência do petróleo.
– E a Educação?
Queremos criar um mecanismo de implementá-la através de parcerias com as instituições religiosas, que serão grandes aliadas da prefeitura. Não venceremos as drogas, salvar o dependente químico se não envolver as instituições religiosas nesse desafio. Porque hoje você resolve o problema de quinze, vinte pessoas dependentes e no dia seguinte já tem mais trinta ou quarenta. As instituições religiosas já fazem esse trabalho por conta própria. Vamos utilizar essa mão de obra, se tivermos que pagar, que o façamos a quem já faz isso e de graça. Obviamente que, com a nossa parceria, o serviço será mais amplo e certamente melhor. Devemos utilizar essas estruturas para levar serviços públicos, implantar creches nesses espaços. É mais barato que construir creches que custam R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões. Achamos importante essa integração com as comunidades e as instituições religiosas, todas.
– Uma mensagem para os leitores?
Estou me apresentando à cidade, essa cidade que eu conheço bem e que me conhece bem. Cidade que eu nasci, cresci, me formei advogado, me casei e tive um filho, cidade que me deu dois mandatos de vereador e cinco de deputado. Tenho condições e capacidade para governar bem essa cidade. Quero esse crédito de confiança, a mesma oportunidade que a cidade já deu aos meus concorrentes. Pode haver alguém que goste dessa cidade igual a mim, mas não existe ninguém que goste mais de Duque de Caxias do que eu.


