Em assembleia realizada no início da tarde desta quarta-feira (15) no Clube dos Quinhentos, no centro de Duque de Caxias, servidores da área de educação decidiram continuar com a paralisação, iniciada como advertência de 72hs no dia 13. Segundo Thaís Rosalin, da coordenação geral do Sepe, a próxima assembleia será na segunda-feira (20), às 13h, na sede do clube Camponeses de Portugal, no Jardim Primavera. Segundo ela, a paralisação chega a 90% das unidades.
A pauta emergencial dos profissionais tem como pontos principais a quitação dos salários atrasados - correspondente aos meses de novembro e dezembro de 2016 -, o pagamento integral de aposentados e ativos na mesma data - o quinto dia útil de cada mês, além de melhoria das condições de trabalho para o efetivo funcionamento da rede de ensino, segundo Marcos Luiz Oliveira, da direção colegiada do Sepe-Duque de Caxias. Ele disse ao Capital que atualmente não há calendário de pagamento para os servidores. Durante a campanha eleitoral, segundo o sindicalista, o então candidato Washington Reis assinou compromisso com a categoria para fazer cumprir o calendário pagando os servidores sempre no quinto dia útil do mês.
Segundo ele, há muitas escolas em péssimas condições e sem material didático e uniforme, que ainda não foram entregues. Outra questão é a contratação de funcionários sem concurso público, embora haja fila de concursados para serem chamados, como serventes e inspetores e pessoal de apoio. “E agora a nova gestão está instalando uma Cooperativa, substituindo empresas como a Mazan e a Homebread. Muitos funcionários que trabalham há anos nas escolas não foram absorvidos pela Cooperativa e isso é um problema, pois mexe com toda a dinâmica da escola", disse Marcos.
SAÚDE - Os profissionais de saúde também continuam de braços cruzados. Eles estão em greve desde 29 de dezembro. Márcia Carvalho, do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem de Duque de Caxias (Sintaxe) e diretora da Associação dos Servidores Municipais de Duque de Caxias (ASPMDC) disse ao Capital que o prefeito foi intimado pela Promotoria de Saúde do município para regularizar os salários atrasados ou apresentar contra proposta, o que não ocorreu.
- Ainda estamos tentando um acordo, aguardando resposta para um pedido de audiência com o prefeito. Não podemos ficar nessa situação, sem saber quando vamos receber nossos salários, pois não temos nem um calendário de pagamento para este ano - explicou. Segundo ela, a paralisação está mantida até o próximo dia 21. Além do pagamento dos salários e do calendário, a categoria reivindica também melhores condições de trabalho, “além de não aceitar assédio moral e retaliação do governo". O pessoal da saúde ainda não recebeu os salários de novembro e dezembro e parte de outubro. Os aposentados também não receberam o 13º salário.


