O presidente da República Michel Temer (PMDB) escolheu o nome da subprocuradora Raquel Dodge para assumir o cargo de Rodrigo Janot no comando da Procuradoria Geral da República.
O anúncio foi feito na noite da última quarta-feira (28) pelo porta-voz do Palácio do Planalto, Alexandre Parola. O nome de Raquel foi o segundo mais votado na lista da Associação Nacional dos Procuradores da República. O mandato de Janot termina em setembro, após um período de quatro anos à frente da PGR. Agora, a nova procuradora deverá passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado pelo plenário da Casa.
O mais votado era Nicolao Dino (681 votos) e o terceiro da lista era Mario Bonsaglia (564). Raquel Dodge obteve 587 votos. Ao preterir Dino, Temer põe fim a uma tradição mantida desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula. Tanto Lula quanto Dilma Rousseff escolheram para o cargo de procurador-geral o primeiro colocado da lista tríplice. A lista tríplice foi criada em 2001 e é defendida pelos procuradores como um dos principais instrumentos de autonomia da carreira. Desde 2003, no entanto, o nomeado pela Presidência é o mais votado pelos membros da ANPR.
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) será o relator da indicação de Raquel Dogde para o cargo de procuradora-geral da República, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A sabatina para confirmar Raquel Dogde no cargo ocorrerá antes do recesso parlamentar, que começa em 17 de julho. Após sabatina na CCJ, a indicação de Raquel Dogde precisa ser aprovada pelo plenário do Senado.


