O pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Duque de Caxias sobre a construção de um cemitério público, ao que tudo indica, terá como destino o arquivamento. Pelo menos é o que apurou a reportagem do Capital após tomar conhecimento de informação extraoficial sobre a retirada de assinaturas por parte de cinco vereadores.
Conforme o Capital noticiou em sua última edição, o pedido foi assinado por 10 vereadores: Valdecy (PP), Beto Gabriel (PV), Catiti (Podemos), Cowboy Beleza (PP), Deise do Seu Dino (PTC), Delza Oliveira (PRP), Guilherme é a Esperança (Podemos), Juliana do Táxi (PSD), Kiko Xerém (PSL) e Zezinho do Mineirão (PMDB). Desses, dois confirmaram a retirada de assinaturas: Guilherme é a Esperança e Delza Oliveira. Já Deise do Seu Dino informou que não assinou o pedido. Os outros dois edis consultados - Kiko Xerém e Juliana do Táxi - não responderam aos contatos feitos pelo jornal.
O pedido de CPI foi feito pelo vereador Valdecy (PP). Segundo ele, o objetivo é esclarecer alguns questionamentos sobre a construção do cemitério público que está sendo feita pela Prefeitura na Rodovia Washington Luiz, como crime ambiental e falta de licitação, bem como sobre a propriedade da obra, que é reivindicada pelo empresário Sebastião Grusman. A obra transformou-se em uma grande polêmica na cidade, ligando o nome do prefeito Washington Reis (PMDB) ao do Odorico Paraguaçu, em referência ao clássico personagem criado por Dias Gomes na série “O Bem Amado" que sonhava em inaugurar o cemitério da cidade.
Este é o segundo pedido de CPI entregue na Câmara de Duque de Caxias este ano. O primeiro foi protocolado em março, com a assinatura de 20 vereadores dos 29 que compõem o Legislativo. O requerimento, encabeçado por Cláudio Thomaz (PTN), Chiquinho Grandão (PP) e Marcos Tavares (PSDC), foi encaminhado à Comissão de Justiça, cujo o parecer opinou pelo seu arquivamento, o que foi acatado pelo plenário.


