A Justiça argentina divulgou os resultados parciais da investigação sobre a origem de Marcela e Felipe Noble, filhos adotivos da empresaria Ernestina Noble - dona do Grupo Clarin e uma das mulheres mais ricas da Argentina. O DNA de ambos não coincide com as amostras de material genético de 57 famílias de desaparecidos durante a ditadura militar argentina (1976-1982). No sábado (16), os advogados dos Noble deram o caso por encerrado, mas o debate - que mobiliza a sociedade e a classe política - continua. “As provas não são suficientes para descartar a suspeita de que Marcela e Felipe sejam filhos de desaparecidos e a investigação continuará", disse, à Agência Brasil, Augustin Chit, advogado da organização de direitos humanos Avós da Praça de Maio. A batalha das Avós da Praça de Maio para investigar quem são os pais de Marcela e Felipe já dura dez anos, mas recentemente adquiriu importância política.


