Deputado estadual no exercício do seu terceiro mandato, Wagner Montes (PRB) confirmou sua candidatura a uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília. O parlamentar conversou com o Capital sobre sua decisão, seus mandatos e algumas ações que tem como foco.
- Tivemos a convenção no dia 4 de agosto e tive garantida a legenda para concorrer a deputado federal - confirmou o parlamentar. Indagado sobre algumas propostas que levará a Brasília caso seja eleito, ele comentou: “Agora a preocupação é a mudança das leis que emperram a área de segurança, para que as coisas boas possam acontecer. Mudar um pouco as leis do Código de Processo Penal, leis de execução penal, é de suma importância. Nós temos que atualizar essas leis. O Código Penal é de 1940. Então é impossível que um código tão antigo, com algumas correções, algumas alterações, ainda esteja valendo em 2018. Então é um Código Penal que protege mais o vagabundo do que uma pessoa de bem".
Ao ser perguntado o que o levou a optar por uma cadeira em Brasília, Wagner Montes respondeu: “É um sonho. Vamos fazer uma comparação para melhor entendimento dos leitores: Todo jogador que vai para um Júnior, depois num time profissional, sonha em depois ser convocado para a Seleção Brasileira. Eu tenho o sonho de ser deputado federal porque eu acho que nós podemos mexer nas leis, como eu dei exemplo agora, das leis penais. Também podemos mexer no Estatuto da Criança e do Adolescente. Quando eu falo mexer eu quero dizer atualizar para melhorar".
- As leis que são válidas e são importantes nós vamos deixar quietinhas – continuou. Mas as leis penais são falhas, vamos aprimorá-las. Algumas são modernas, mas a maioria é ultrapassada e nós temos que mexer nessa legislação. O sistema presidiário não conserta ninguém. Por que não aprimorar? Vamos atrás disso, saber o que podemos fazer, provocar o debate através de audiências públicas, por que as coisas não podem vir de cima para baixo como quem aperta um parafuso. Tem que haver discussão com quem entenda - defendeu.
DEBATES
- Temos que provocar o debate, trazer à tona os problemas e debatê-los. Não estou dizendo que vou chegar em Brasília como ‘o rei da cocada preta’. Não, não é isso. Eu quero convocar os companheiros para debater os assuntos que são importantes para o Rio de Janeiro e para o Brasil de uma forma geral. Não será apenas a segurança uma das metas do meu mandato. A situação dos portadores de deficiência física é outro foco importante. Eu agora estou andando numa cadeira de rodas e não sei por quanto tempo, vai ser o tempo que Deus quiser. O ideal é que em cada esquina haja uma rampa de acesso para os deficientes físicos. Porque quando você faz isso pensa também nos idosos, que têm dificuldade de subir nos meio fios, pensa nas pessoas obesas, faz com que este pequeno meio-fio deixe de ser um problema maior, um grande obstáculo no dia a dia das pessoas.
O repórter quis saber do deputado como a experiência de apresentador e jornalista e até cantor contribuiu para o exercício de seus mandatos. O deputado disse: “É fácil responder isso, porque em toda profissão que exerci tinha contato direto com o público, com o povo na rua. E até hoje assim, na Rede Record, da qual estou afastado por causa da legislação eleitoral, estou em contato com o povo sempre, a todo momento. O povo me liga, entra no meu Instagram, no Twitter, as pessoas fazem contato, falam da situação e a gente vai tentando resolver o que pode. Eu não sou o ‘salvador da pátria’ mas quero formar um exército grande que possa resolver esses problemas ou pelo menos amenizá-los".
Encerrando, Wagner Montes deixar uma mensagem aos leitores: “Eu sou um cara temente a Deus, não faço distinção entre religiões porque se todos os caminhos nos levam a Deus, por que fazer distinção? Não discrimino raça, não faço distinção quanto a situação social, as pessoas valem por aquilo que são. O povo do Rio de Janeiro já me deu muito carinho, muita audiência para que eu chegasse onde estou e o que eu quero fazer com o que me restam desses anos de vida é devolver um pouco desse carinho, do que o povo me deu através do meu trabalho. E não vai ser uma cadeira de rodas que vai me impedir de fazer isso".


