A desoneração da folha de pagamento dos setores de calçados, confecções, móveis e software deverá atingir também outros segmentos a partir do próximo ano. A afirmação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, na sexta-feira (5). A medida que beneficiará os quatro setores foi anunciada dia 2 e faz parte do Plano Brasil Maior. “Nós vamos ampliar mais. No ano que vem, vamos começar a fazer estudos para isso. Essa é uma mudança fundamental para a economia brasileira: tirar tributo da folha, passar para outra base de tributação, que reduza o custo Brasil. Tenho certeza de que a indústria naval será um dos próximos setores que iremos estudar", disse Pimentel, durante evento sobre conteúdo local na indústria naval, no Rio de Janeiro.
Pimentel disse que, neste primeiro momento, foram escolhidos apenas quatro setores por ser uma medida nova, o que exige cautela. O Plano Brasil Maior envolve medidas como o estímulo à inovação tecnológica, redução de custos para a exportação de produtos brasileiros, desonerações tributárias e incentivo à indústria por meio de um programa de compras governamentais. Segundo Pimentel, os primeiros decretos complementares do Plano Brasil Maior deverão ser publicados até meados da próxima semana.
Baixada cria 10 mil postos de trabalho no primeiro semestre
Na Baixada Fluminense, o saldo de contratações no primeiro semestre deste ano foi de 10.412. No entanto, a região teve destaques negativos, sofrendo influencia do processo de encerramento das atividades do lixão de Gramacho e fim de obras de infraestrutura. Em relação ao mesmo período do ano passado, a Baixada sofreu uma queda de 16% na criação de novos postos de trabalho. Os dados estão na Nota Técnica Acompanhamento do Mercado Formal de Trabalho Fluminense, produzida pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com dados do Ministério do Trabalho.
O setor de Serviços foi o maior contratante da Baixada Fluminense com 5.433 novas vagas. A área foi o grande destaque do Estado do Rio e alcançou o número de 28.906 contratações na Capital. Outro setor em grande expansão no Estado foi a área da Construção civil que alcançou o nível de 2008, que foi o seu melhor ano. Na região teve saldo positivo de 4.240, sendo cinco vezes maior que no mesmo período de 2010 (663). No entanto, em Duque de Caxias foi o setor que se destacou negativamente, devido ao encerramento de obras no município, com o registro de 573 demissões. Caxias também se destacou pelo número de demissões no setor de Serviços Industrias de Utilidade Pública (-590), isto por conta do encerramento das atividades do lixão Gramacho.
O Brasil gerou 1.265.250 postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2011, o terceiro melhor resultado da historia para o período, atrás do registrado em 2010 e em 2008. Já o Estado do Rio fechou o período com 87.998 novas vagas, número muito próximo ao recorde apurado no mesmo período de 2010.


