Os representantes de Duque de Caxias na Alerj parecem não comungar da mesma opinião. A cidade tem grande quantidade de infectados pelo Covid-19, sendo a segunda colocada em número de óbitos no estado.
O deputado Marcelo Dino (PSL) já vinha criticando com frequência a demora na abertura do hospital de campanha da cidade e as iniciativas do prefeito em flexibilizar a abertura do comércio. Já o seu colega de parlamento, Rosenverg Reis (MDB) foi o único deputado a não votar na sessão que autorizou o início do procedimento para apuração de crime de responsabilidade do governador Wilson Witzel, na quarta-feira (10/06). Foram 69 dos 70 deputados votando "sim".
Em entrevista ao Capital, Marcelo Dino disse que a votação foi uma “goleada pela lisura".
Segundo o parlamentar o “inapelável placar de 69 a 0 dá bem a dimensão do desgaste do governo de Wilson Witzel. Eu e meus colegas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade, optamos por aprovar a abertura de processo de impeachment do governador", disse.
Perguntado o que o levou a votar sim, Marcelo disse que entende “que não restava outra alternativa neste momento. Será dado todo o direito de defesa ao governador, claro, e deve ser assim, mas é preciso o Parlamento firmar posição pela lisura de todo este processo", e completou, “afinal de contas, os indícios de crime de responsabilidade cometidos pelo governador são muito fortes. Não daria, ao meu ver, para simplesmente virarmos para o lado e fingir que nada acontecia", afirmou.
Marcelo explicou que existem “sinais claros de irregularidades como os movimentos do governo no sentido de ir se livrando dos secretários que, para o Ministério Público, estão envolvidos em práticas delituosas".
Marcelo Dino terminou a entrevista lembrando que o atual momento do governo nos remete a um trauma recente. “Não podemos esquecer como terminou o governo Cabral-Pezão. Triste lembrança de quando o Palácio Guanabara virou balcão de negócios. Onde se costurava todo o tipo de maracutaia. E há suspeitas, fortes suspeitas, que o mesmo método de atuação, com empresários dando as cartas em contratos fraudulentos, tenha se repetido. É preciso apurar", lamentou.
- Trazendo para a nossa amada Duque de Caxias essa questão toda, salta aos olhos o fato de apenas um deputado estadual não ter votado a favor da abertura do impeachment. Isso mesmo, não por acaso o irmão do prefeito Washington Reis. Aquele mesmo que se aliou a Cabral e que, agora, se aliou também a Wilson Witzel. É um claro sinal de que a nossa cidade está entregue a um político que faz alianças com qualquer um, até mesmo com condenados, para se perpetuar no poder. Isso, assim como a roubalheira no estado, tem que acabar – disparou Dino.


